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Biomassa lidera volume comercializado em leilão

Projetos vencedores terão início de suprimento a partir de janeiro de 2026

O Leilão de Energia Nova A-5 realizado nesta quinta-feira (30), foi encerrado com a contratação de 151 MWmédios. A biomassa representou 35,2% deste volume, com 53,1 MWmédios contratados em sete usinas.

Ao todo, a fonte biomassa comercializou 531 lotes com 6 empreendimentos envolvendo especificamente a biomassa sucroenergética (489 lotes) e um projeto com cavaco de madeira (42 lotes). Os projetos vencedores terão início de suprimento a partir de janeiro de 2026, em atendimento à demanda das distribuidoras de energia elétrica.

Para Zilmar Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), embora o volume contratado total da biomassa tenha sido pequeno, apenas 53 MW médios, a liderança da biomassa no certame mostra que havendo um processo de melhorias na forma de sua contratação, com o reconhecimento efetivo dos atributos dessa fonte no futuro, a biomassa poderá responder rapidamente e positivamente nos próximos leilões de energia elétrica, entregando uma energia não intermitente e renovável ao sistema.

Na avaliação do presidente executivo da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), Newton Duarte, a participação da biomassa no certame foi muito interessante.

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Newton Duarte, presidente executivo da Cogen

De acordo com Duarte, a competitividade da biomassa, ofertando valores inferiores às médias observadas dos leilões anteriores, é outro indicador do interesse desta indústria na cogeração e exportação de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O desenvolvimento das usinas de cogeração a biomassa e das Usinas Hidrelétricas faz enorme sentido para o Setor Elétrico Brasileiro (SEB) já que a complementariedade destas fontes nas regiões Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO) é de absoluta importância para a manutenção dos reservatórios do subsistema”, diz Duarte.

Os contratos negociados neste leilão pela fonte biomassa terão duração de 20 anos, prevendo-se a entrega de 9.309.492 MWh, equivalente a evitar a emissão estimada de quase 3 milhões de toneladas de CO2 no período, marca que somente seria atingida com o cultivo de 18 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

As atenções, agora, ficam voltadas para o leilão de potência no final do ano, destinado ao atendimento a partir de 2026.

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Zilmar, da UNICA

“Esperamos poder contar com a participação também dos empreendimentos existentes, os quais deverão ter seus contratos com vencimentos até 2025, e poderão, assim, continuar a dar suas contribuições — especialmente durante o período de reservatórios deplecionados, quando o atendimento à potência se torna mais crítico, especialmente durante os dias mais quentes”, comenta o presidente executivo da Cogen.

Segundo Zilmar, da UNICA, o resultado dos últimos leilões pode ser visto como positivo, mostrando que o setor da bioenergia pode responder de forma rápida e positiva nos leilões regulados, “mas é necessário criar condições mais perenes para atrair um investimento contínuo e representativo em bioeletricidade nos certames promovidos pelo Governo Federal”, afirma.

O especialista cita, dentre elas, dedicar uma demanda a contratar maior para o produto em que a fonte biomassa e o biogás concorrem para se estimular a contratação de mais projetos, preferencialmente estabelecendo-se produtos específicos para essas fontes, idealmente delineados sob a ótica de uma política setorial dedicada à bioeletricidade.

 

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