fbpx

Bioenergy Alliance discute Nafta e mercado de etanol no México

O México está na mira dos empresários brasileiros que vêem naquele país um importante parceiro para a expansão dos investimentos no mercado do etanol. De acordo com o presidente do grupo Maubisa, Maurílio Biagi Filho, o México possui um custo de produção alto e isso pode alavancar negócios para o Brasil.

O empresário afirma que o cenário produtivo do etanol mexicano pode favorecer a importação do produto brasileiro, além do potencial de se estabelecer parcerias com empresas locais para viabilização da exportação para os Estados Unidos.

Nesta terça-feira (8), o México será a sede do painel de debates da Bioenergy Alliance, que vai discutir o Nafta e as oportunidades do açúcar e do álcool. O evento, que começou no domingo e vai até 11 de abril, reúne os principais empresários e autoridades em etanol das Américas em um giro pelos Estados Unidos, México e Guatemala.

Os debates de hoje, no México, contarão com a presença da Pemex, Petrobrás, dos ministérios brasileiros das Relações Exteriores e Agricultura, além de representantes do governo mexicano e produtores de açúcar e álcool daquele país.

De acordo com o presidente da Trading CPA, Dagoberto Delmar Pinto, o México significa isenção de tarifas para os brasileiro, além de um aumento real das exportações do produto. Hoje a Trading CPA exporta 500 milhões de litros via Caribe e quer chegar a 1,5 bilhões de litros nos próximos anos.

Estados Unidos

Na abertura do evento, em Miami, a Bioenergy Alliance discutiu a expansão do etanol para o mercado da América do Norte, em particular para os EUA. O painel mostrou o atual contexto de expansão e exportação do etanol, as inovações para viabilizar a entrada no mercado norte-americano, além de questionar os mitos veiculados internacionalmente sobre o etanol.

O diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca, propôs uma mudança radical de rumo nos relacionamentos do setor entre governos, produtores e consumidores de etanol no Brasil e nos EUA. Segundo ele, os produtores do Brasil e EUA deveriam se aliar para abastecer o crescente mercado norte-americano de etanol.

“Existem atualmente cerca de sete milhões de veículos flex rodando nos Estados Unidos, com a adição de 1,5 milhões de novos bicombustíveis por ano. Trata-se de um mercado que os produtores de etanol norte-americanos não conseguiriam suprir sozinhos, o que abriria espaço para o Brasil e baratearia o alto preço de combustível que os prejudica em tempos de ameaça de recessão”, conta Gianetti.

Uma das propostas apresentadas sugere um acordo que garantisse, simultaneamente, uma reserva de mercado substancial para os produtores norte-americanos e uma facilidade para que o Brasil exportasse mais etanol para os EUA. O objetivo é suprir a diferença de demanda entre a produção e o consumo de combustível no país americano.

“Trata-se de uma proposta muito interessante, precisamos apenas aprofundar os detalhes técnicos junto ao Itamaraty”, disse o diretor do setor de Agroenergia do Ministério da Agricultura (Mapa), Alexandre Strapasson.

Já o ex-ministro da Agricultura do Brasil, Roberto Rodrigues, combateu os chamados “mitos” sobre o etanol que, segundo ele, prejudicam uma mudança do paradigma energético mundial. Um deles seria a suposta falta de áreas agricultáveis para a produção de alimentos, somada, no caso do Brasil, a destruição de áreas de reservas florestais, principalmente a Amazônia. “É tudo uma grande mentira”, disse Rodrigues.

A Bioenergy Alliance é promovida pela FMC, multinacional americana que emprega cerca de 5 mil pessoas em 34 países. No Brasil, a FMC fica em Campinas e tem foco no setor agrícola, principalmente na área de controle de pragas, plantas daninhas e doenças em culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, arroz, entre outras.

Inscreva-se e receba notificações de novas notícias!

você pode gostar também
Comentários
Carregando...
X