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Bicombustível e álcool já detêm 10% das vendas

Modelos flex fuel acumulam 22.653 unidades vendidas. Sistema desperta o interesse do consumidor Há tempos o segmento de veículos leves movidos a álcool não registrava uma participação de mercado tão positiva. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em outubro o índice apontado foi de 10,1%.

A justificativa para tal desempenho está nos carros bicombustíveis (flex fuel), recém-chegados às lojas e que têm números de vendas computados juntamente com os modelos exclusivamente a álcool.

Para se ter uma idéia do fôlego que essa nova motorização trouxe ao mercado, em 2001 quando apenas os carros a álcool reinavam no segmento o índice de participação acumulada no ano foi de 1,4%. Em 2002, chegou até a 4,3%.

Este ano, que passou a contar com os flex fuel a partir de março, já registra uma participação acumulada do segmento em 5,3%, faltando dois meses para o término do período.

De março a maio, a participação do segmento álcool/flex fuel oscilou entre 3,2% e 3,6%. Em junho, o índice saltou para 4,8% e se manteve nesse patamar até agosto, quando pulou para 6%. E em setembro chegou a atingir 6,5%.

Mas só a novidade de poder rodar com um automóvel movido com álcool e gasolina ao mesmo tempo não justifica o salto nas vendas para 10,1% no mês de outubro.

A redução no IPI (em vigor apenas até o final deste mês) e as recentes promoções e feirões de fábricas ajudaram a aumentar o interesse dos consumidores pela compra do veículo zero-quilômetro.

Para completar, algumas marcas resolveram apostar de vez na nova motorização canalizando boa parte de suas vendas para o produto.

O mais recente lançamento da Volkswagen, o Fox, por exemplo, só oferece motorização bicombustível — tanto na versão 1.0 quanto na 1.6. Não há opção a álcool para o modelo e a versão a gasolina só por encomenda. A montadora oferece ainda Gol, Saveiro e Parati com a mesma motorização.

Outras marcas que já contam com a nova motorização são a General Motors, com o Corsa, Meriva e picape Montana; e a Fiat, com o Palio, que chega ao mercado a partir de meados deste mês.

No acumulado de 2003, foram vendidas 22.653 unidades de carros flex fuel, ante 29.270 unidades movidas a álcool. As montadoras já trabalham com a possibilidade de retirar os motores exclusivamente a álcool do mercado nacional em até dois anos. Dependendo da aceitação dos flex fuel junto aos consumidores e do fornecimento de álcool combustível, especula-se até mesmo sobre o fim de motores só a gasolina.

Populares

Em outubro, os populares registraram 65,7% de participação nas vendas para o mercado interno. Em setembro, o desempenho dos modelos 1.0 foi um pouco melhor, em torno de 67,7%. No acumulado de 2003, os populares registram participação de 62,5%, enquanto os modelos com motorização até 2.0 litros estão em 37%.

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