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Barreiras técnicas dificultam vendas no mercado externo

A abertura de mercados internacionais está sendo acompanhada por entraves burocráticos, que são maquiados, em diversas situações, como exigências técnicas que atrapalham a realização de negociações no mercado externo. Além das exigências tarifárias, as barreiras técnicas acabam se tornando também um instrumento da política comercial protecionista. “As empresas exportadoras já têm a percepção do problema, mas o seu tratamento ainda não foi incorporado à rotina”, observa a professora Heloísa Lee Burnquist, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), de Piracicaba, SP.

Heloisa Burnquist coordena um trabalho sobre o assunto, juntamente com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O estudo já demonstra – conforme informações da assessoria de comunicação da Esalq – que as barreiras técnicas estão se tornando mais restritivas às exportações de várias empresas do que as tarifárias. De acordo com a pesquisadora, as exigências podem aparecer de várias formas, como as relacionadas ao processo produtivo, às características específicas do produto, embalagem e rotulagem, qualidade, segurança e ambiental.

Pesquisa junto a empresas de grandes setores da economia, realizada pelo Cepea/Esalq, mostrou inclusive que 72,7% das entrevistadas precisaram realizar algum tipo de investimento, nos dois últimos anos, para se adaptar a exigências, o que representou custos adicionais para os produtos comercializados. “No caso do Brasil, e particularmente para commodities agrícolas, o problema é mais nítido, pois temos alta competitividade. E mudanças para adequações comumente encarecem o produto”, afirma.

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