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Aviação: holandeses querem estender programa de pesquisa em biocombustíveis no país

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Embraer já fez testes com biocombustível no Brasil

Representantes da comunidade científica e da indústria do Brasil e da Holanda interessados em bioenergia e no uso de biocombustíveis na aviação civil realizaram, na semana passada (3/4), na Fapesp, o workshop Brazil-Netherlands Advanced Sustainable Integral Biofuels Systems. A estruturação de um programa de pesquisa e inovação na área, o BASIS Programme, foi o tema principal das discussões. Agora o objetivo dos pesquisadores é estender essa parceria, que significa um importante ponto de partida para avançar com a participação de outras organizações holandesas e brasileiras.

A iniciativa propõe a criação de infraestrutura para alavancar a cooperação entre os dois países a partir da colaboração existente entre o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e a Fundação BE-Basic, consórcio público-privado holandês composto principalmente por universidades, instituições científicas e empresas holandesas.

O BASIS Programme é também inspirado pelo Plano de voo para biocombustíveis de aviação no Brasil – relatório preparado pela Boeing, pela Embraer e pela FAPESP, sob a coordenação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), divulgado em junho de 2013.

O BIOEN congrega hoje cerca de 400 pesquisadores em projetos em bioenergia, 60 deles ligados a centros de pesquisa de países como Holanda, Reino Unido, França, Estados Unidos e Dinamarca, e mantém parcerias com empresas como Braskem, Oxiteno, Microsoft, Boeing e Dedini.

Atualmente pesquisadores holandeses e brasileiros investigam a sustentabilidade da produção de etanol, os impactos da produção de biocombustíveis e o manejo sustentável do solo na produção de biomassa, entre outros temas, em projetos selecionados em duas chamadas de propostas, desde 2010, segundo ao Fapesp.

Participaram do workshop os professores Heitor Cantarella, membro da coordenação do Programa BIOEN; Cylon Gonçalves da Silva, membro da coordenação adjunta de Programas Especiais da FAPESP; Francisco Nigro, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e um dos coordenadores do relatório Plano de voo para biocombustíveis de aviação no Brasil; Onofre Andrade, coordenador de pesquisa para biocombustíveis da Boeing Brasil; e Otávio Cavalett, do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).

O workshop ainda contou com a participação de pesquisadores associados ao BE-Basic e apresentações de Dirk Kronemeijer, diretor da SkyNRG, empresa holandesa voltada para a sustentabilidade na aviação, de Al Bryant, vice-presidente da Boeing Tecnologia e Pesquisa, de Ignaas Karyn, diretor de Inovação da KLM, de Rob Huyser, do Ministério da Infraestrutura e Meio Ambiente da Holanda, e de Nico Schiettekatte, do Ministério da Economia da Holanda. (Fonte: Fapesp)

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