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Austrália, Brasil e Guatemala unem forças em ação na OMC

Objetivo é atuar sobre os subsídios da Índia ao açúcar

Foto: Divulgação

Os países membros da Global Sugar Alliance (Aliança Global do Açúcar em tradução livre) apoiam o estabelecimento de um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Esse painel tem o objetivo de investigar e deliberar sobre os subsídios da Índia ao açúcar.

A ação, liderada pelos membros da Global Sugar Alliance, Austrália, Brasil e Guatemala, cobra da Índia uma prestação de contas sobre as políticas que distorcem o comércio internacional da commodity.

Ademais, a situação vem ganhando proporções preocupantes desde 2018, quando Austrália e Brasil acusaram as práticas indianas.

Finalmente, os impactos adversos das políticas foram sentidos em todo o mundo.

Por fim, o dumping do açúcar subsidiado no mercado global reduziu os preços, a renda e colocou em risco empregos nas indústrias mais eficientes do mundo.

“A Índia, como todos os membros da OMC, concordou em obedecer a um conjunto de regras e compromissos internacionais que permitem o comércio mundial e proíbem subsídios injustos que distorcem o mercado”, disse Greg Beashel, diretor-geral da Global Sugar Alliance e da QSL. “É hora de a Índia se retratar.”

Excessivos subsídios

“Os preços da cana-de-açúcar da Índia devem estar atrelados aos preços do açúcar no mercado internacional e seus excessivos subsídios à exportação devem ser eliminados”, acrescentou Eduardo Leão de Sousa, diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Um passo importante seria desviar o excesso de açúcar para a produção de etanol e restringir o apoio à indústria aos parâmetros estabelecidos pela OMC.”

O trader internacional da Associação Guatemalteca de Açúcar, Leopoldo Bolaños, disse que a Guatemala não tem “opção” a não ser se unir à ação da OMC.

“Nós simplesmente tivemos que nos juntar a nossos amigos australianos e brasileiros para tomar essa ação na OMC. Nossas indústrias estão sofrendo danos significativos como resultado direto dos subsídios da Índia”, disse ele.

Apoio

A ação da Austrália, Brasil e Guatemala recebe o apoio da maioria dos integrantes da Global Sugar Alliance.

“A indústria açucareira tailandesa concorda totalmente com a ação”, disse Vibul Panitvong, presidente do conselho executivo da Thai Sugar Millers Corporation.

“Estamos trabalhando com o governo, pedindo que apoie a Austrália, o Brasil e a Guatemala nesta importante iniciativa da OMC.”

Contudo, a posição é reforçada pela presidente do Canadian Sugar Institute, Sandra Marsden.

Segundo ela, “a ação é necessária porque a Índia está ignorando suas obrigações na OMC.”

Por conseguinte, ela destaca: “estamos incentivando o governo canadense a participar como terceiro, assim que um painel for estabelecido”.

Sobre a Global Sugar Alliance

A prioridade da Global Sugar Alliance é garantir um mundo no qual o açúcar possa ser comercializado livremente nos mercados regionais e globais.

Isso significa reduzir a proteção das fronteiras, remover os apoios internos que distorcem o comércio e eliminar os subsídios à exportação.

A Global Sugar Alliance reúne 85% das exportações mundiais de cana-de-açúcar.

Os membros, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Índia, Guatemala, África do Sul e Tailândia, defendem ativamente a melhoria do ambiente comercial para garantir o tratamento justo e igualitário do açúcar e do etanol nos diferentes mercados.

“Trabalhamos em estreita colaboração com nossos governos para remover restrições que impedem que consumidores, onde quer que estejam, tenham aceso à açúcar e etanol a preços competitivos”, relata.

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