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Assessor da ANP esclarece defesa de revisão de metas de enxofre nos combustíveis

O assessor da Superintendência de Qualidade de Produtos da ANP, Pedro Affonso de Carvalho, frisou nesta quarta-feira que o órgão regulador não pretende propor ao Ministério de Minas e Energia um relaxamento do limite atual do nível de enxofre nos combustíveis, e sim uma flexibilização das metas para 2009, conforme explicado na reportagem do Globo Online. Segundo ele, mesmo com teores mais altos de enxofre nos combustíveis, o Brasil tem um nível mais baixo de emissões que outros países por ter uma frota de veículos menor.De acordo com Carvalho, a meta de redução de enxofre para 50 PPM (partes por um milhão) no diesel metropolitano (que empresas como a Petrobras estão perseguindo) “parece excessiva”. Atualmente, o diesel vendido nas metrópoles do país têm cerca de 2 mil PPM de enxofre, enquanto o combustível comercializado no interior do Brasil tem 3,5 mil PPM de enxofre. Carvalho também ressaltou que a proposta da reavaliação das metas de redução de enxofre vale tanto para o diesel quanto para a gasolina.

“A posição da ANP é de prosseguimento e aperfeiçoamento do controle de emissões veiculares através do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), apenas redirecionando-o de modo a torná-lo mais efetivo”, afirmou, em nota.

Ele afirmou ainda que ANP quer reduzir as emissões no Brasil, principalmente nas localidades mais comprometidas. “A ANP está longe de propor o afrouxamento na política de controle de emissões veiculares”, ressaltou.

Ao falar para uma platéia durante o seminário sobre o Refino no Brasil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, nesta terça-feira, o assessor da ANP causou reações negativas de executivos da Petrobras e da Anfavea, que combinaram a adaptação de veículos de acordo com a meta vigente para 2009.

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