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As 65 usinas que interromperam a produção desde 2008

Ruínas da Usina Galo Bravo, em Ribeirão Preto, que encerrou suas atividades em 2010
Ruínas da Usina Galo Bravo, em Ribeirão Preto, que encerrou suas atividades em 2010

André Ricci, Andréia Moreno e Wellington Bernardes

As fusões e aquisições do setor sucroenergético tiveram seu ápice há alguns anos mas podem voltar com força nas próximas safras, segundo analistas de mercado. O movimento ocorre já que o mercado de açúcar apresenta preços mais aquecidos e o consumo de etanol pode aumentar. O cenário pode fazer com que a procura por usinas em dificuldades aumente, englobando tanto as que pararam de moer ou hibernaram, como aquelas em recuperação judicial. “Mas isso não será um movimento desenfreado, tudo será plenamente analisado”, lembra uma fonte de mercado.

De 1995 a 2003, 35 usinas foram incorporadas, segundo um estudo “Fusões e aquisições das unidades produtivas e da agroindústria de cana-de-açúcar no Brasil e nas distribuidoras de álcool hidratado etílico”, de Paulo Henrique de Lima Siqueira, doutorando da Universidade Federal de Lavras e Luiz Gonzaga de Castro Junior, professor da Universidade Federal de Lavras. Dessas, 23 foram vendidas, cinco sofreram processo de fusão e uma se tornou joint venture e outra foi arrendada.

De acordo com pesquisa do repórter, Wellington Bernardes, especialista em engenharia agronômica do JornalCana, com o fechamento de três usinas em Goiás, o número de desempregados chegou a 10 mil, de acordo com dados do Sifaeg. “Desde 2008, 65 unidades deixaram de moer por questões estratégicas e principalmente por dificuldades financeiras”, diz. O JornalCana divulga com exclusividade os nomes das usinas que interromperam a produção desde 2008.

 

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