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Artesãs de Mato Grosso fazem papel artesanal orgânico

Bagaço de cana-de-açúcar orgânica, bananeira, flores e folhas diversas são a matéria-prima para a fabricação de um papel artesanal com uma textura muito particular e que pode ser usado para fazer objetos decorativos e utilitários. O produto é feito por cinco mulheres e algumas jovens da comunidade Estrela do Sul, localizada a 22 quilômetros da sede do município de Alta Floresta, Mato Grosso. O papel foi criado a partir de oficinas oferecidas pelo Sebrae/MT, uma em outubro de 2008 e outra em abril deste ano.

O grupo vai apresentar os papéis no Salão de Tecnologias Sustentáveis da Confortex 2009 – Feira de Móveis, Decoração, Paisagismo e Construção, que ocorre de 4 a 7 de junho em Cuiabá no Centro de Eventos do Pantanal. A proposta da líder da agência Sebrae em Alta Floresta, Elizabeth Ramos Assunção, é mostrar aos profissionais do segmento essa nova opção e também colher avaliações sobre a qualidade do produto para que possa ser mais bem adequado às diversas necessidades.

Na hora de dar a cor aos papéis, mais uma vez elas recorrem à natureza e lançam mão do urucum, casca de goiaba, folha de mangueira, casca de cebola e tantas outras coisas. O resultado é uma gama de papéis, únicos pela textura, coloração e estampas naturais de pétalas de flores, folhas e fibras.

Em agosto, as artesãs passam por uma nova capacitação, desta vez para aprender a utilizar o papel na fabricação de caixas, sacolas, embalagens para biojóias, feitas em outras comunidades e para alguns produtos orgânicos produzidos por seus maridos e pais na Cooperativa de Agricultores Ecológicos do Portal da Amazônia (Cooperagrepa). A cooperativa engloba 300 famílias, em dez municípios, e produz alimentos orgânicos como café, açúcar mascavo, melado, guaraná, castanha-do-brasil, derivados de leite, peixe, rapadura, hortaliças, peixe, frango e muitas outras coisas.

O grupo de artesãs utiliza tecnologia social para produzir o papel. Uma delas é o uso do visgo de quiabo de bananeira para fazer a união das fibras utilizadas na produção do papel. Antes de ser utilizado no artesanato, o bagaço de cana-de-açúcar servia como combustível na caldeira da agroindústria de melado e açúcar mascavo. Hoje, uma parte ganhou outra função e é transformada em belos papéis pelas mãos de mulheres e jovens.

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