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Aprovado plano de recuperação da sucroalcooleira Infinity Bio-Energy

O plano de recuperação judicial da Infinity Bio-Energy Brasil Participações S/A foi aprovado ontem à noite, na assembleia geral de credores realizada em São Paulo. A proposta da companhia sucroalcooleira, que tem uma dívida de R$ 981,345 milhões, foi aceita por 96% dos credores trabalhistas (classe 1), 81% dos com garantias reais (classe 2) e de 79% dos da classe 3, os sem garantias reais.

Na assembleia, foi confirmado ainda que os bancos Bradesco e Santander concederam empréstimo de R$ 20 milhões para capital de giro da empresa. “A relevante maioria de votos em todas as classes confirma a confiança dos parceiros e fornecedores na perspectiva da empresa e consolida o mais importante passo no processo de reestruturação da companhia”, informou a Infinity em comunicado.

Com a aprovação do plano de recuperaçã! o judicial, que precisa ainda ser homologado pela Justiça, a Infinity deve passar por um processo de reestruturação que inclui a opção dos credores renovarem o crédito, ou ainda sejam transformados em acionistas, em alguns casos. No plano aprovado, a empresa garante apenas o pagamento integral, em até um mês após a homologação da dívida, de valores iguais ou inferiores a R$ 1,5 mil.

O plano prevê que credores com garantias reais sejam pagos em dez anos, com o desembolso previsto para começar cinco anos após a homologação judicial. No entanto, a empresa prevê “condições mais favoráveis para o recebimento dos créditos” àqueles que oferecerem linhas adicionais de financiamentos, ou seja, injetarem recursos na Infinity. É o caso do Bradesco e do Santander.

Como prevê a lei, os credores trabalhistas devem ser pagos em até um ano. Para os credores que não têm garantias está previsto um desconto de 50% no valor de seus créditos e opção pelo recebimento em dez anos e meio, ou em cronograma de pagamentos mensais.

A Infinity deu aos credores com garantias os bens da empresa, exceto a Usina Naviraí (Usinavi), que deverá ser vendida. A assessoria da companhia informou que há companhias interessadas na unidade, localizada em Naviraí (MS) e que uma possível negociação só deve sair após a homologação judicial do plano. A Usinavi estaria avaliada em R$ 360 milhões, incluindo a unidade processadora, outros ativos e um total de 35 mil hectares em terras com cana.

Entre outras ações previstas no plano estão ainda reestruturações societária e administrativa, fusões, incorporações, cisões e transformações, desde que não impliquem em diminuição da totalidade dos bens de titularidade das sociedades ou em aumento do endividamento total.

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