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Apesar de queda no ciclo Otto StoneX vê retomada do consumo de etanol no segundo semestre

A participação do etanol hidratado no Ciclo Otto (etanol +gasolina) ficou em 17,4% no acumulado do ano, contra 21,6% no mesmo período de 2022

Em sua 3ª revisão da estimativa para o consumo nacional de combustíveis do Ciclo Otto em 2023, a Consultoria StoneX aponta que de janeiro a junho de 2023, o consumo de etanol hidratado demonstrou uma queda anual de 10,1%, ficando em 6,98 milhões de m³, quando comparado com a média dos últimos 5 anos, o biocombustível apresenta uma retração de 21,2%.

Ao analisar a variação anual por região, os estados da Região Norte-Nordeste registram uma queda de 28,9%, enquanto o Centro-Sul teve uma redução de 7,7%.

Logo, a participação do etanol hidratado no Ciclo Otto (etanol +gasolina) tem demonstrado, em 2023, quedas significativas, ficando em 17,4% no acumulado do ano, contra 21,6% no mesmo período de 2022.

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De acordo com a consultoria, apesar desse cenário mais pessimista, o Centro-Sul apresentou aumento na participação do biocombustível em junho, no comparativo com o mês de maio. Essa movimentação sinaliza um início da retomada no consumo do hidratado na principal região de consumo, uma vez que o Centro-Sul é responsável por 91% do consumo de etanol.

Em junho, com a atualização no ICMS, somente o estado de São Paulo e Mato Grosso registravam paridade em patamares favoráveis ao consumo de etanol. Entretanto, segundo a consultoria, muito próximo de 70%, situação que, mesmo competitiva, não registra um forte apelo ao consumidor final, influenciado pela inércia de muitos meses de paridade desfavorável.

Na avaliação da StoneX, em julho com a retomada integral dos impostos federais essa vantagem passou a aumentar, registrando uma relação entre os preços dos combustíveis abaixo de 65%. Com a nova alta nos preços do fóssil em agosto, a maioria dos estados do Centro-Sul passaram a registrar condições favoráveis ao crescimento no consumo de etanol.

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Com relação às vendas agregadas do Ciclo Otto, os seis primeiros meses de 2023 demonstram um ganho no volume de vendas, chegando ao maior valor acumulado para o período em toda a série – 28,02 milhões de m³, superando em 11,2% o consumo no mesmo período de 2022. A expectativa é de que o ano de 2023 renove o recorde de consumo de combustíveis do Ciclo Otto, chegando a um volume nacional de vendas de 56,8 milhões de m³, 900 mil m³ acima da estimativa anterior divulgada em junho/23.

De acordo com a consultoria, a alta expectativa para a safra sucroenergética 2023/24 (abr-mar), com uma moagem esperada de 607,7 milhões de toneladas, deverá fornecer um aumento na disponibilidade do biocombustível.

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