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Ao lado dos canaviais, bomba parece ´taxímetro´

No posto Martinez, em Ribeirão Preto, ao lado da maior concentração de canaviais e usinas do mundo, o preço do álcool não pára de subir. Pela quinta vez este ano, o encarregado Claudineu Orlandini Júnior teve de alterar os valores nas bombas. Parece até taxímetro, observou. É verdade que, numa delas, foi para baixar o preço, de R$ 1,55 para R$ 1,50 o litro. Foi quando o governo acertou um acordo com os usineiros. Só que durou pouco, segundo ele.

Dias depois, o litro de álcool voltou a R$ 1,60 e, na última quartafeira, saltou para R$ 1,69.

Na sexta-feira, o álcool da distribuidora chegou mais caro e ele aguardava ordem para nova alteração. Orlandini conta que quem mais reclama não são os proprietários de carros a álcool ou bicombustível. São, sim, os donos de carro a gasolina, acostumados a fazer o chamado rabo-de-galo. Para cada R$ 20 de gasolina, mandam pôr R$ 10 de álcool. Quem chega ao volante de carros mais velhos, como Passat, Brasília e Fusca, faz a mistura meio a meio. Já a maioria das motos, segundo o encarregado, só consome álcool. Só as mais novas e possantes usam gasolina. Tem também os xeroflex, carros adaptados em oficinas para andar com álcool misturado ao cheiro de gasolina. Ninguém sabe o quanto representa esse segmento no consumo de álcool.

Para o usineiro Maurílio Biagi Filho, é um consumo invisível, que ainda precisa ser dimensionado. Ele lembra que os carros flex devem deixar de usar só álcool, se o preço desse combustível subir demais. A opção está nas mãos do consumidor. A presidente do Sincopetro, Ivanilde Vieira, diz que o rabo-de-galo só é significativo quando a diferença de preço entre o álcool é muito grande. Não é o que pensa o vidraceiro Cláudio Rodrigues Bonfim, de Sertãozinho. No tanque do Voyage, mandou pôr 8 litros de gasolina a R$ 2,68 e 7 de álcool. Economizo quase R$ 7,00 e rodo a mesma coisa. J.M.T.

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