Usina Pitangueiras completa 47 anos apostando no crescimento

A usina se prepara para ingressar no mercado de biogás

No Dia do Trabalhador, 1º de Maio, a Usina Pitangueiras completou 47 anos de história. Fundada em 1975, a usina ocupa papel fundamental no setor bioenergético, movimentando a economia de Pitangueiras – SP e região de forma sustentável.

Superar desafios tem sido uma das características da usina ao longo destes 47 anos e para os próximos anos, a empresa espera ampliar seu leque de produtos ingressando no mercado do biogás e biometano, informou João Henrique de Andrade, diretor presidente na Usina Pitangueiras, ao JornalCana.

“A partir desta safra vamos começar a distribuição de vinhaça enriquecida com nitrogênio e já estamos com estudos avançados para implementarmos nosso projeto de biogás”, disse Andrade.

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Para a temporada atual a usina, a exemplo de todo o setor, prevê uma pequena recuperação, projetando uma moagem de 2,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, que representam 10% a mais do que foi processado na safra passada.

“A cana que sofreu mais foi a de plantio, atrasamos o início da safra para recuperar o canavial e acumular um pouco mais de ATR. Projetamos para a safra 2022/23 uma moagem de 2,2 milhões toneladas.  Apesar da área de colheita ser menor, a expectativa é de moer 10% a mais que ano passado. Já para o ciclo 2023/24, a expectativa é moer 2,8 milhões de toneladas de cana”, avalia Andrade.

João Henrique de Andrade

Segundo ele, o mix continuará açucareiro, porém eles deverão ampliar a produção de etanol. A estimativa é que a produção seja voltada 57% para açúcar e 43% para etanol.  Andrade avalia que os preços para este ano devem apresentar resultados melhores, tanto para produtores como para fornecedor, que deve receber um valor maior de CBIOs.

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Em termos de investimentos, o diretor presidente da Pitangueiras informa que a companhia investiu na mudança no modal de transporte de cana com um conjunto de novas carretas. “No segmento de transportes investimos cerca de R$ 11,5 milhões e no canavial, sendo 1.200 hectares na reforma e 2.300 hectares na expansão do canavial. cerca de R$ 30 milhões”, informou. Para a próxima safra os investimentos incluem cerca de 20/30 conjuntos de rodotrem e a aquisição de mais 8 colhedoras de cana.

A Usina Pitangueiras agora é certificada na norma FSSC 22000, mais uma conquista que mostra seu compromisso com um alimento seguro do campo à mesa.

 

 

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