Tereos irá produzir por dia 50 mil mudas pré-brotadas de cana

O projeto integra uma série de iniciativas da companhia para digitalização dos processos agroindustriais

A Tereos está concluindo um projeto de automatização da produção de mudas pré-brotadas (MPB) de cana-de-açúcar. Com isso, a biofábrica localizada em Guaíra, interior de São Paulo, planeja dobrar a produção no próximo ano, prevendo atingir 50 mil mudas diárias e até 12 milhões durante toda a safra.

Inaugurada em abril de 2020, a instalação já produziu 7,5 milhões de mudas até agora. Estruturada visando garantir MPB de qualidade para as sete unidades da Tereos, localizadas na região noroeste do estado de São Paulo, o aumento da produção trará benefícios em diversas frentes para a empresa.

Após a conclusão da iniciativa, etapas importantes desse processo serão realizadas de maneira automatizada, como a preparação do substrato, a extração de gemas, o tratamento térmico e químico e controle de temperatura e umidade na fase de pré-germinação O projeto integra uma série de iniciativas da companhia para digitalização dos processos agroindustriais.

“Com a biofábrica, além da garantir da qualidade das mudas, também temos uma importante redução nos gastos na produção desse material.  Além disso, o aumento da produção por meio da automatização permite que a companhia aumente a utilização de MPBs (mudas pré-brotadas) no canavial, uso mais racional dos insumos e, consequentemente, a redução de custo de cada muda.” afirma José Olavo, gerente executivo de Desenvolvimento de Tecnologia Agrícola da Tereos.

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A operação, que já possuía sistemas para o reaproveitamento da água utilizada na irrigação das mudas, agora ganha novos processos mais sustentáveis. A câmara de brotação, equipamento que garante as condições favoráveis para o desenvolvimento da planta, será abastecida por energia solar, contribuindo para o movimento de transformação energética apoiado pela Tereos.

Com a economia circular no centro de suas atividades, a palhada da cana, um resíduo da colheita no campo, passará a ser utilizada como substrato para a produção, fornecendo nutrientes para as mudas em desenvolvimento.

“Estamos sempre buscando formas de valorizar ao máximo cada item da nossa cadeia de produção. Esse reaproveitamento da palhada não só reduz os resíduos da produção, mas também o nosso consumo de fertilizantes químicos, diminuindo a geração de gases do efeito estufa em nossas operações”, complementa José Olavo.

 

 

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