São Martinho construirá planta de etanol de milho com apoio do BNDES

Grupo também terá nova usina termoelétrica movida a bagaço
Projeto para produção de etanol de milho deverá estar pronto em 2026

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 941,6 milhões ao Grupo São Martinho S/A para a realização de uma série de investimentos em suas usinas situadas em municípios de São Paulo e Goiás. O grupo construirá uma nova planta de etanol de milho na Usina Boa Vista (UBV) e silos de armazenagem de grãos.

O apoio também tem como finalidade a construção de uma nova usina termoelétrica movida a bagaço de cana-de-açúcar, a UTE São Martinho Bioenergia, e a modernização das outras termelétricas para aumento da cogeração de energia.

Localizada em Quirinópolis (GO), a UBV, que já produz etanol a partir de cana, passará a produzir o combustível proveniente do milho em seu parque industrial. As usinas têm capacidade instalada para até 209 mil m3 de etanol  e  cerca de 140 mil toneladas de DDG (subproduto da destilação do milho, que é comercializado como ração animal de maior valor nutricional).

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Usina Boa Vista integrará produção de etanol de cana e etanol

O projeto possui características inovadoras ao promover a integração energética de uma usina de etanol de milho com uma usina de cana já existente. Os silos que serão construídos poderão armazenar 239 mil toneladas de milho usado na produção do biocombustível. A UBV também receberá investimentos de expansão e modernização elevando de 1.000 para 8.500 toneladas a produção anual de levedura, matéria-prima para a produção de rações para animais.

O Grupo já tem a autorização do Ministério de Minas e Energia para a produção de etanol de milho, conforme portaria de 14/01/21, publicada na edição de 15/01/21 do Diário Oficial da União.

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A UTE São Martinho Bioenergia, usina a ser construída no complexo industrial localizado no município de Pradópolis (SP), terá capacidade de geração de 40 MW de energia a partir de biomassa (bagaço da cana), podendo vender no mercado até 210 mil MWh/ano. O projeto permitirá a expansão de 22% da cogeração de energia da Usina São Martinho, que conta com mais duas UTEs.  A energia gerada pela usina suprirá ainda a demanda de consumo das demais usinas do complexo.

Serão também realizados investimentos em inovação que trarão ganhos de eficiência em processos produtivos nas usinas Santa Cruz e Iracema, em Américo Brasiliense (SP) e Iracemápolis (SP).

Em Pradópolis (SP), nova unidade terá capacidade de geração de 40 MW de energia a partir de biomassa

“Merecem destaque os impactos positivos que as intervenções trarão para a economia nacional, pelos altos investimentos em máquinas e equipamentos de fabricantes brasileiros e na economia dos municípios, situados em microrregiões apartadas dos grandes centros metropolitanos”, afirma o BNDES em comunicado.

O financiamento de R$ 941,6 milhões representa 79% do investimento total, que soma R$ 1,2 bilhão. A previsão é de que os projetos sejam integralmente implementados até 2026.

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Essas iniciativas estão alinhadas à atuação do BNDES no financiamento a empreendimentos da agenda ASG (Ambiental, Social e de Governança). “O apoio aos projetos da São Martinho vem ao encontro de demandas da sociedade brasileira como descarbonização da economia, cuidado com o meio ambiente e incentivo à melhoria de produtividade por meio da inovação, aliadas à geração de emprego e renda a partir das atividades produtivas do setor sucroenergético“, destacou Petrônio Cançado, diretor de Crédito e Garantias do Banco.

 

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  • Flavio Berthoud

    Creio que o BNDES deveria começar a se preocupar com s Poluição atmosférica e o Efeito Estufa.
    A liberação de empréstimo para Termoelétricas deveria considerar que o beneficiário seja obrigado a conhecer a Tecnologia que elimina 100 % dessa Poluição atmosférica.
    Veja como no sstcleanair.com

    Saudações.