Queimadas destroem 3% dos canaviais de São Paulo

Impacto é muito negativo

Levantamento realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) aponta que 3% dos canaviais do estado de São Paulo, que corresponde a aproximadamente 150 mil hectares, foram destruídos pelo fogo.

Além das queimadas, as estiagens e as geadas frustraram as expectativas iniciais de produtividade para a  safra 2021/22 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil.

O presidente da DATAGRO, Plinio Nastari, disse que além de terem prejudicado a safra deste ano, os focos de incêndio comprometem a temporada 2022/23.

“O impacto é muito negativo. A queimada muda todo o planejamento de colheita, prejudica a qualidade da matéria-prima, principalmente da cana-de-açúcar, que é a principal cultura agrícola aqui do estado de São Paulo, afetando não só o ano corrente como também o ano que vem”, ressaltou o presidente da DATAGRO.

O problema, de acordo com Plinio, não é somente a ausência de bons volumes de chuva. “Está faltando chuva e conscientização. Falta as pessoas compreenderem que essas queimadas trazem um dano para a sociedade como um todo, porque acabam tendo um impacto negativo à saúde também”.

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Segundo levantamento do INPE e DATAGRO nos últimos 2 meses (agosto/setembro) foram registrados na região centro-sul, 1.235 focos de incêndio, 82 a mais que no mesmo período de 2020. Em comparação com 2019, quando foram registrados 341 focos, o número é quatro vezes maior.

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