Políticos defendem novo modelo para leilões de biomassa da cana


Em tempos de crise energética e de riscos de apagão, muito se questiona o papel da bioeletricidade, de gerar renda extra para o produtor e de suprir a falta de energia no país. Em recente evento realizado em Brasília, o seminário “1º de abril: dia da verdade sobre a bioeletricidade”, um dos moderadores do debate, o deputado Arnaldo Jardim, presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, disse que o segmento precisa de uma nova lógica de leilão, principalmente por fonte e região. “Precisamos de mudanças pela relação amigável da bioeletricidade com o meio ambiente, pela geração de empregos, pelo custo e por ser uma alternativa complementar de renda nesse momento difícil, que coloca em risco a própria existência do setor. Foram 48 usinas fechadas nos três últimos anos, por isso necessitamos de uma politica pública que contemple a bioeletricidade”, avalia.

A atual sistemática dos leilões leva em conta apenas o menor preço para a demanda especificada pelas distribuidoras, independente do local de geração da energia e sua fonte. Por isso, o secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal, acredita que o modelo aplicado nos leilões de energia deve mudar para valorizar a biomassa. “É preciso considerar as externalidades e as particularidades de cada fonte por região. Cada Megawatt gerado pelo setor emprega quatro vezes mais pessoas do que outro tipo de fonte de energia”.

Confira matéria completa na edição 244 do JornalCana.

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