Ministério de Minas e Energia lança Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2031

O PDE indica perspectivas de expansão do setor de energia nos próximos dez anos

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, assinou na quarta-feira (06/04), em cerimônia no Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília (DF), portaria aprovando o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2031.

O PDE 2031 estima a necessidade de investimentos de R$ 3,2 trilhões até 2031, com a recuperação da economia e manutenção de elevado nível de fontes renováveis nas matrizes energética e elétrica nos próximos anos.

Elaborado pelo MME com apoio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o PDE 2031 indica as perspectivas da expansão do setor de energia no horizonte de dez anos (2022 – 2031), dentro de uma visão integrada para os diversos segmentos energéticos.

O ministro falou sobre a relevância do plano e afirmou que é motivo de muito orgulho ver o potencial que o Brasil tem, tudo aquilo que já foi construído e o que ainda será entregue para a sociedade. “Esse é um dos nossos principais produtos, fruto de um prazeroso e desafiador trabalho envolvendo não somente o governo. Essa foi a edição do PDE com maior participação da sociedade, demonstrando um interesse crescente pelo tema, o que proporciona o necessário combustível para que seja reconhecido também internacionalmente”.

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O planejamento foi elaborado sob as diretrizes e o apoio das Secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE) e de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SPG) do Ministério de Minas e Energia.

“Este plano tem o objetivo de apresentar a expansão do setor de energia brasileiro para os próximos dez anos. Muitas mudanças aconteceram ao longo da elaboração do PDE, tais como a pandemia da covid, os compromissos assumidos pelo Brasil na COP26, avanços tecnológicos e a gestão hidroenergética decorrente da escassez hídrica que vivenciamos”, declarou Paulo Cesar Domingues, secretário da SPE.

Desde janeiro deste ano, o MME volta sua atenção para o PDE 2031, abrindo, então, consulta pública para o recebimento de contribuições por parte da sociedade. Ao se encerrar o prazo, em fevereiro, foi registrada a participação de mais de 50 instituições.

O evento contou com a presença de diretores da EPE, além de instituições ligadas ao setor de energia e membros do Congresso Nacional.

 

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