Reagir é um processo natural e necessário, afirma Caio

Wellington Bernardes, da Redação

O atual presidente da Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, esteve presente em Piracicaba, SP, na última sexta-feira, dia 23, para palestrar em um evento organizado pelo Geca – Grupo de Estudos em Cana de Açúcar, da Esalq, no qual discorreu sobre o atual cenário e as perspectivas para o setor canavieiro.
Caio, como também é chamado, comentou a atual conjuntura do agronegócio nacional, com enfoque no setor sucroenergético e os entraves políticos e econômico, responsáveis por frear seu crescimento. “Para um setor que vem passando por dificuldade, claro que qualquer gota d’água acaba tendo uma proporção extremamente negativa ou uma muito boa, depende de onde iremos direcionar a reação”, explicou. “Quando você trata muito mal ou faz alguma medida muito negativa com um setor que vem sofrendo já há alguns anos, como é o caso da agroindústria canavieira, o impacto é muito maior e a reação normalmente possui proporções enormes”, completou.
Sobre o atual momento climático para a cultura da cana-de-açúcar, Caio, como também é conhecido, é realista. “O verão é o grande momento de crescimento vegetativo para nossas culturas, inclusive a cana, porém esse período que ocorre de Dezembro até março foi marcado por uma longa seca, nossas esperanças estavam nas chuvas de abril e maio, que funcionam como complementos para o crescimento da planta, mas o período também foi marcado por seca”, concluiu. Luiz explicou que o atual período de chuvas não é favorável para o desenvolvimento da cultura, pois agora as temperaturas estão menores e não haverá mais crescimento, e sim perdas, caso a chuva continue. “As chuvas vão dificultar a safra, porém podem ajudar a cana de final de ano”, reitera.

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