Importação de gasolina causa rombo no comércio

Mais uma vez inflada pela exportação meramente contábil de plataformas de petróleo que nunca saíram do país, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 1,740 bilhão em novembro.

Apesar dessas operações, que no ano somam US$ 6,58 bilhões, o resultado das trocas comerciais do país com o exterior permanece negativo em 2013, em US$ 89 milhões.

É o primeiro deficit comercial para esse período do ano desde 2000, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A balança comercial até novembro é bem pior que o de 2012, quando estava positiva em US$ 17,15 bilhões, principalmente pelo desempenho da “conta petróleo”.

A diferença entre venda e compra exterior de óleo bruto e combustíveis derivados está negativa em US$ 19,5 bilhões, mais que o triplo do registrado no período em 2012.

A alta se deve à queda das exportações de petróleo e à expansão da importação de combustíveis, reflexo da diminuição da produção da Petrobras devido à manutenção de plataformas e ao aumento da demanda interna.

O registro de plataformas não é uma operação nova, mas neste ano foi recorde.

Em novembro, foi registrada a venda de duas plataformas, no valor total de US$ 1,8 bilhão. Elas foram compradas por subsidiárias da Petrobras no exterior e alugadas para a estatal, operação que traz benefícios fiscais.

No ano, houve forte alta da exportação de carnes e automóveis, que bateram recorde.

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