“Brasil precisa retomar sua posição de liderança na agenda ambiental global”

Afirmação é de Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados

A participação dos biocombustíveis na matriz de transportes do Brasil deve aumentar dos atuais 25% para 30% em 2030 afirmou nesta segunda-feira (25), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Ele participou da abertura da 21ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, realizada na capital paulista.

Em vídeo gravado, o ministro ressaltou a importância do RenovaBio e afirmou que a bioenergia será crucial para mobilidade sustentável, com potencial de posicionar o Brasil como líder global da transição energética e da agenda de baixo carbono.

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que o crédito de carbono será um dos maiores ativos do país para o mundo, com destaque para aqueles que serão gerados a partir dos projetos de floresta em pé, bem como a partir da expansão do uso de biocombustíveis, como o etanol.

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Segundo o parlamentar, para que isso aconteça, é preciso que o Brasil retome sua posição de liderança na agenda ambiental global. “O setor sucroenergético tem papel decisivo para contribuir neste desafio. Estamos às vésperas da Conferência do Clima e aos olhos da comunidade internacional, o Brasil é foco de atenção pelo nosso potencial em energia limpa e renovável“, lembrou. Lira ainda afirmou que o Código Florestal é uma das leis mais rígidas do mundo e mais de 60% de áreas nativas. “Não temos problemas de lei, e sim do cumprimento delas”, desabafou.

A solenidade de abertura contou, ainda, com participação de produtores de cana, executivos e lideranças do setor sucroenergético, como o deputado federal Arnaldo Jardim; de Marcelo Campos Ometto, membro do Conselho do Grupo São Martinho e presidente do Conselho da UNICA; Pedro Robério de Melo Nogueira, presidente do Sindaçúcar (AL); e Plinio Nastari, presidente da DATAGRO.

 

 

 

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