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Alltech reúne 400 produtores do Brasil e do mundo e anuncia início de atividades de fábrica de U$25 milhões no Paraná

Depois de três dias com 19 palestras, a Alltech encerrou ontem a 2º edição do Simpósio Brasileiro da Indústria de Alimentação Animal, realizado em Curitiba (PR). Um dos destaques do evento foi o anúncio oficial do início das atividades da mais nova fábrica da empresa, no município de São Pedro do Ivaí, Norte do Paraná, que até agora já absorveu U$ 25 milhões em investimentos. O Simpósio reuniu ainda cerca de 400 produtores da área de aves, suínos e ruminantes, que puderam assistir a palestras de conceituados pesquisadores do Brasil e outros países, em apresentações das sessões principais e específicas.

Biotecnologia do Paraná

Quando entrar em operação, em outubro deste ano, a Biotecnologia do Paraná, joint venture formada pela Alltech do Brasil e a Usina Vale do Ivaí, será a maior fábrica de levedura do mundo. A previsão é de que aconteça uma duplicação da sua estrutura no futuro, o que representará um investimento adicional de mais US$ 15 milhões.

A produção da Biotecnologia do Paraná, que será inicialmente de 50 mil toneladas de biomassa por ano, representa 10% da produção mundial da empresa. A perspectiva é que, gradativamente nos próximos três anos, este número passe para 30%. No Paraná, a Alltech tem uma fábrica em Araucária, que exporta 20% de tudo que produz predominantemente para a América Latina. Com a nova fábrica, 90% da produção será destinada para os grandes mercados da empresa: África, Ásia, Europa e Estados Unidos.

Sessões Principais

Nas sessões principais, realizadas nas manhãs dos dias 29 e 30 de agosto, um dos destaques foi a palestra de abertura do evento, com o Dr. Pearse Lyons, presidente mundial da Alltech, com o tema “Criar, inovar, elevar: o futuro da nutrição animal”. Ainda no primeiro dia, o Comissário da União Européia para a Saúde e Proteção ao Consumidor (1999-2004), David Byrne, falou sobre segurança alimentar e a necessidade da rastreabilidade nacional e global.

Na terça-feira (30), um dos destaques foi a palestra de Frank Edens, que tratou dos benefícios do selênio para a saúde humana e animal. Segundo Edens, o uso do selênio orgânico na dieta alimentar de frangos de corte melhora o empenamento, a resistência imunológica, diminui o estresse oxidativo, melhora o rendimento da carne e a conversão alimentar. Também na terça, Gordon Butland, consultor e ex-diretor do setor avícola do Rabobank International, fez uma análise do mercado mundial de frango. Na sua avaliação, a Influenza Asiática (ou gripe do frango) ainda vai afetar o cenário mundial nos próximos três a cinco anos mas, a longo prazo, Butland prevê um crescimento superior a 21 bilhões de toneladas no consumo mundial da carne de frango, que deverá atingir 86,6 bi/ton em 2013. O jornalista Carlos Alberto Sardenberg também fez uma palestra sobre a conjuntura econômica atual e a posição do Brasil no cenário mundial de carnes.

Prêmio de Pesquisa Alltech

Durante o Simpósio, a Alltech também apresentou os três trabalhos científicos vencedores do 3º Prêmio de Pesquisa Alltech. O Prêmio de Pesquisa Alltech foi criado como forma de estimular a pesquisa no País para educar e promover conhecimentos nas áreas de tecnologia animal. No evento, a empresa lançou o 4º Prêmio de Pesquisa Alltech.

Sessão Aves

Um dos destaques da sessão específica sobre aves foi a palestra de Steve Leeson, do Departamento de Ciência Avícola da University of Guelph, Canadá. Na palestra “Qual a validade dos níveis de nutrientes do National Research Council (NRC) para aves?”, Leeson mostrou que os últimos números, publicados na nona Edição Revisada das Exigências para Aves, em 1994, eram valores provavelmente muito baixos para a época, quando as questões ambientais não eram tão relevantes. Os valores publicados são, hoje, bastante criticados. Os dados são gerais, o que contradiz a nova tendência de especialização em nutrição. Outro ponto é que as informações que compõem a versão mais recente das Exigências Nutricionais das Aves já têm 14 anos.

Sessão Farinha de Carne e Ossos

Uma das palestras mais esperadas pelos participantes da sessão sobre farinha de carne e ossos foi a de Bernardo Todeschini, chefe do Serviço de Defesa Agropecuária (Superintendência Federal da Agricultura no Rio Grande de Sul – MAPA). Na apresentação, Todeschini falou sobre o plano elaborado pelo governo para supervisionar e impedir que a doença entre no País. Este plano inclui, em primeiro lugar, uma avaliação dos riscos de contaminação. Outra medida é a implementação de um sistema de vigilância, com capacitação técnica e identificação das chamadas populações de risco – produtos importados, por exemplo. Todeschini citou ainda como estratégia o bloqueio da difusão da doença, caso ela ocorra. O governo brasileiro já impõe restrições às importações de animais e produtos, como aqueles originários de países com registro da doença dentro dos últimos sete anos. Também existe um controle de alimentos para animais, como a proibição do uso da farinha de carne e ossos para ruminantes.

Sessão Ruminantes

Nesta sessão, um dos destaques foi a palestra da pesquisadora Joanne Siciliano-Jones, do FARME Institute, dos Estados Unidos. A apresentação mostrou pesquisas realizadas no estado de Nova Iorque, nos EUA, e as vantagens da utilização do nitrogênio na alimentação de vacas leiteiras. Ao contrário da dieta de uréia, que tem um limite de segurança de fornecimento de 0,09 kg/cabeça/dia, o nitrogênio na forma encapsulada, revestido por um polímero biodegradável, não oferece maiores riscos em caso de superdosagem acidental. Essa forma de fornecimento de nutrigênio – comercializado pela Alltech com o nome de Optigen 1200 – tem como principal característica “a liberação controlada da uréia, auxiliada pela ‘cápsula’ de polímero inerte”, explicou.

Sessão Suínos

O pesquisador Alexandros Yiannikouris, PhD em Bioquímica pelo Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola da França, tratou em sua apresentação dos males causados pelas micotoxinas ao organismo de suínos e de como o uso de insumos na alimentação animal pode reduzir ou evitar a ação destes organismos. Explicou que, nos suínos, alguns dos efeitos toxicológicos das micotoxinas são a recusa de ração pelo animal, perda de peso, dano renal, edema pulmonar suíno e síndrome nervosa. Em sua pesquisa, Yiannikouris analisou os resultados obtidos com a utilização do adsorvente (agente que seqüestra micotoxinas) orgânico Mycosorbâ, desenvolvido pela Alltech. O estudo constatou que a parede do Mycosorbâ possui muitos poros, o que facilita a adsorção de micotoxinas. Além disso, o adsorvente tem a capacidade de se ligar a um grande número de micotoxinas, que ficam totalmente presas dentro de sua estrutura – e impedidas de atuar no organismo do animal.

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