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Álcool será competitivo, diz ministro

O governo federal vai adotar uma política para evitar que o preço do etanol deixe de ser competitivo em relação à gasolina este ano, ou seja, custe mais de 70% do valor do combustível derivado de petróleo no período de entressafra. Essas medidas incluirão mais investimentos em estoque regulador e a possibilidade de opção de compras futuras, onde será possível prever os preços que serão cobrados, além de outros mecanismos que estão sendo definidos em conjunto pelos ministérios da Agricultura e Fazenda.

A informação foi dada ontem pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, durante a abertura nacional da safra 2010-2011 de cana-de-açú! car, na Usina São Francisco, em Quirinópolis, no Sudoeste do Estado.

“Temos de fidelizar o consumidor de etanol, por isso o preço deve ficar entre 60% e 70% do preço da gasolina”, disse o ministro, ao se referir às medidas que visam evitar a grande volatilidade de preços no mercado. Ele ressaltou que o valor não pode ficar alto para não afugentar o consumidor, nem muito baixo a ponto de desestimular o produtor.

A expectativa, segundo o ministro, é de um crescimento de mais de 15% na safra nacional. A formação de estoques será possível comesse aumento da produção este ano. Apesar da União da Indústria de Cana-de-Açúcar ainda não ter divulgado a expectativa para a safra 2010-2011, a consultoria Datagro, especializada no mercado de Açúcar e Etanol, prevê que a safra deve chegar a 590 milhões de toneladas de cana processada no Centro-Sul, que concentra mais de 90% da produção nacional, contra 535 milhões de toneladas em 2009-2010.

Já a produção de etanol deve atingi! r 27,3 bilhões de litros na região, contra 23,5 bilhões de litros no ano passado. Esse incremento será obtido com o acréscimo das cerca de 50 milhões de toneladas que deixaram de ser processadas na última safra por causa de problemas climáticos e com o aumento da produtividade este ano.

Chuvas

De acordo com Reinhold Stephanes, esse incremento deve atender a crescente demanda por etanol e açúcar, além de abastecer os estoques reguladores. Ele lembrou que os problemas que elevaram o preço do etanol ao consumidor no ano passado foram causados pelo excesso de chuvas, que retardou a colheita em determinados momentos, provocando um desequilíbrio entre oferta e demanda.

Ao mesmo tempo, houve o problema da quebra de produção na Índia, que reduziu a oferta de açúcar no mundo, elevou os preços do produto e provocou uma transferência de cerca de 4% da produção de etanol para o açúcar.

Isso reascendeu o debate em torno da necessidade de estocagem e gerou críticas ao governo. Mas o problema não deve se repetir este ano por causa da maior oferta de matéria-prima.

O ministro ressaltou que o maior crescimento da produção nacional está ocorrendo em Goiás, que já é o quarto maior produtor nacional de cana, o segundo de etanol e o quinto de açúcar, se tornando a grande fronteira de expansão do setor sucroalcooleiro.

A Unica prevê uma menor volatilidade de preços este ano. Mas o presidente da entidade, Marcos Jank, acredita que para estimular a formação de estoques reguladores, o governo precisará oferecer melhores condições ao produtor.

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