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Álcool encarecerá petróleo, afirma Opep

Essa é a primeira vez em que a entidade faz uma ameaça tão clara ao biocombustível; em abril ela cogitava corte na produção de petróleo

O secretário-geral da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o líbio Abdalla El-Badri, disse ao “Financial Times” que o preço do barril do combustível pode chegar “até o teto” devido aos investimentos em biocombustíveis, como o álcool.

Segundo ele, os países que formam a entidade, responsável por cerca de 40% do petróleo consumido no mundo, estudam reduzir seus investimentos na produção em resposta. Cenário semelhante foi apresentado na semana passada pelas petroleiras dos EUA.

Por enquanto, diz o dirigente líbio, os investimentos estão garantidos, mas “há dúvidas” se eles continuarão depois de 2012. “Se não tivermos segurança de [que haverá] demanda, nós podemos revisitar os investimentos de longo prazo.”

El-Badri afirmou que alguns integrantes da Opep enfrentam dificuldades nos setores de educação, habitação e saúde e que o dinheiro usado para descobrir novos poços “poderia ser usado em algum outro lugar”.

Para, o dirigente da Opep a produção de biocombustíveis pode se mostrar insustentável já que irá competir com a produção de alimentos, que, com possível elevação de seus preços, se tornará mais atrativa para os produtores.

Caso isso se concretize, diz, fracassarão os planos de expansão do uso do combustível de fonte renovável e o preço do petróleo subirá. “Você não terá a expansão da produção do petróleo e não terá o álcool.”

A Opep já manifestou dúvidas sobre as fontes alternativas de energia, mas a declaração do seu secretário-geral foi a primeira vez em que a entidade ameaçou de forma mais clara proteger seus interesses contra o biocombustível.

Em abril, a revista da entidade já mencionava a possibilidade de corte na produção de petróleo, mas não ameaçava com o aumento do preço. “Os sinais errados estão sendo enviados pelos países consumidores. Não estão ajudando a confiança dos membros em realizar investimentos futuros”, disse, na ocasião, um porta-voz da Opep.

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