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Álcool: discurso de Bush decepciona indústria dos EUA

Nova York, 1 – As ações das companhias fabricantes de álcool combustível dos Estados Unidos perderam os ganhos registrados desde o início da semana diante do decepcionante discurso do presidente americano George W. Bush sobre a promoção do combustível como nova matriz energética no país.

Bush afirmou ontem à noite, depois do fechamento das bolsas, que pretende tornar o álcool um produto competitivo dentro de seis anos. Para isso, deve destinar mais recursos à pesquisa de novas tecnologias. Ele informou que, desde 2001, o governo gastou perto de US$ 10 bilhões em combustíveis alternativos.

O analista Paul Resnik, da D.A. Dutton, disse que o discurso foi decepcionante, acrescentando não ter entendido porque o presidente pensa que US$ 10 bilhões investidos em cinco anos é um número impressionante. E Bush ainda considerou a produção de etanol a partir de outra base que não seja o milho como tecnologia de ponta, embora outras fontes já estejam em uso. “A produção de álcool nos Estados Unidos está em ascensão e não vimos nada no discurso que sugira que o governo vai ajudar a acelerar o crescimento da produção ou do consumo”, afirmou Resnik.

“Não houve boas notícias”, disse o analista Anton Brenner, da Roth Capital Partners. Ele, entretanto, disse que não sabe o que Bush poderia ter dito para soar positivo à indústria de álcool americana. A ajuda financeira do governo pode, teoricamente, aumentar a oferta de etanol, mas isso faria cair os preços ou, pior, criar mais competição, afirma Brenner.

De acordo com a Coalizão Americana para o Álcool, a lei que está em vigor vai aumentar o consumo para até 8 bilhões de galões até 2012. Em 2004 a indústria produziu 3,4 bilhões de galões e agora tem capacidade para 4,3 bilhões em 95 usinas. Mais 31 unidades industriais estão sendo construídas, o que vai adicionar mais 1,74 bilhão à capacidade produtiva do setor, de acordo com a Associação de Combustíveis Renováveis (RFA). Em 1999 havia apenas 50 usinas nos EUA.

O CEO da Xethanol Christopher Taylor disse não concordar com o presidente quanto ao prazo em que o álcool vai ganhar competitividade. “(o álcool) pode ser competitivo em um ano e em grande escala”, disse. As informações são da Dow Jones.

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