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Agronegócio cresce 13% e registra receita recorde em novembro

Boas notícias não param de chegar do campo. Alavancado pela receita de US$ 2,3 bilhões em novembro, recorde para o período desde o início da série histórica, feita desde 1989, o agronegócio brasileiro fechou os 11 primeiros meses com exportações que totalizam US$ 27,9 bilhões, US$ 3 bilhões a mais que as efetuadas ao longo de 2002. O resultado do mês passado, 12,9% superior ao do mesmo período de 2002 (US$ 2,1 bilhões), elevou para 42% a participação do agronegócio no total das vendas externas do País de janeiro a novembro (US$ 66,3 bilhões). Para completar, o superávit de US$ 23,5 bilhões obtido no período – em novembro foi de US$ 1,9 bilhão – sustenta o saldo líquido da balança comercial brasileira, de US$ 22,07 bilhões.

Os dados da Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostram que o desempenho de novembro está associado à receita de US$ 391 milhões obtida com os embarques de carnes, 66,5% maior que os US$ 235 bilhões obtidos no ano passado. O desempenho se deve ao crescimento de 80% das receitas obtidas com a comercialização de carne bovina “in natura”, resultado da combinação de aumento de 37% da quantidade embarcada e de 32% dos preços médios.

Números divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec) na semana passada, apontam que os embarques de 84,6 mil toneladas de produto “in natura” renderam US$ 126,8 milhões. Outros US$ 34,3 milhões foram obtidos com a venda de 43,5 mil toneladas de carne industrializada. As receitas das exportações de frango “in natura” cresceram 65% e as de carne suína, 45%, estas principalmente em função da recuperação de preços, já que os volumes se mantiveram estáveis durante o ano.

O ranking de exportações do agronegócio continuou sendo liderado, em novembro, pelo complexo soja, com vendas externas de US$ 416,8 milhões, 6,8% maiores que as do mesmo período de 2002 (US$ 390 milhões). Em termos percentuais, o melhor desempenho nesse segmento foi o de grãos, com a movimentação de US$ 130,5 milhões. As exportações de óleo de soja bruto renderam US$ 80,8 milhões, 23% a mais que os US$ 65,6 milhões obtidos em novembro do ano passado.

O segmento de produtos florestais manteve expansão no mês de novembro, com crescimento de receitas da ordem de 21% com as vendas de papel e celulose, de US$ 175,7 milhões para US$ 212,9 milhões. As exportações de madeiras e suas obras renderam US$ 249,8 milhões, com avanço de 30,8%. Expansão mais vertiginosa foi registrada no segmento de algodão e fibras têxteis vegetais (53%). Puxadas pelo primeiro item, as remessas movimentaram US$ 111 milhões, resultado 53,3% superior aos US$ 72,4 milhões obtidos em novembro do ano passado.

A balança comercial de novembro aponta a expansão das remessas de produtos brasileiros para o Oriente Médio, onde, em relação ao mesmo período do ano passado, as receitas cresceram de US$ 160 milhões para US$ 216 milhões (35%). No global, a participação desse mercado avançou de 7,6% para 9,1% no período. Os números consolidados também indicam o avanço de US$ 33,5 milhões para US$ 59,8 milhões nas vendas para a Argentina, elevando a participação desse país nos negócios realizados no Mercosul de 54,9% para 70,2%. O ranking de novembro foi liderado pela União Européia (UE), com 33% dos negócios, 1,8 ponto percentual abaixo do apurado em novembro do ano passado.

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