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Agritech brasileira recebe aporte isralense e lança plataforma de inteligência artificial no campo

Empresa combina técnicas de inteligência artificial, machine learning, deep learning e visão computacional para entregar maior precisão na análise de soluções para o produtor rural

Edison Kopacheski, durante Bemagro Conference 2019

A agricultura tem lançado mão de soluções cada vez mais tecnológicas para atingir melhores resultados e evitar perdas. É neste cenário que o segmento de agricultura de precisão tem evoluído e ofertado ao produtor ferramentas avançadas para o acompanhamento das lavouras. A BemAgro, startup brasileira especializada no segmento de agricultura de precisão, acaba de receber aporte milionário da israelense, Israel Agro Tech (IAT), para impulsionar suas novas soluções baseadas em processamento de imagens com uso de algoritmos e inteligência artificial (IA).

“A BemAgro tem em seu DNA a inovação para criar soluções que facilitem ainda mais gestão do negócio do produtor rural.  Em especial, temos um lançamento que vai levar ao produtor uma plataforma que permite solicitar a captação de imagens, o processamento de dados e relatórios que transformam esses dados em informações acionáveis para tomada de decisão”, explica, Edison Kopacheski.

A Plataforma BemAgro tem o objetivo de automatizar a análise de resultados e oferecer relatórios agronômicos mais assertivos em três etapas: planejamento, gestão e monitoramento do cultivo. “Com uso de técnicas combinadas de inteligência artificial, machine learning, deep learning e visão computacional, a plataforma consegue oferecer relatórios agronômicos de alta precisão e velocidade, que podem ser solicitados por meio de aplicativos para iOS e Android e ter acesso aos resultados de qualquer lugar, via nuvem”, explica o sócio-fundador da BemAgro, Johann Coelho.

A relevância da tecnologia atraiu a atenção da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que se tornou parceira no projeto, atuando no desenvolvimento da automação dos algoritmos da plataforma, bem como na validação destas aplicações em campo e posterior integração das melhorias à plataforma. A solução amplia as possibilidades de os produtores rurais enxergarem o cultivo, sendo possível solicitar voos para captação de imagens com drone ou satélite, além da geração de informações acionáveis através de relatórios automatizados com a IA.

O projeto, que levou cerca de 18 meses no desenvolvimento, passou por um rigoroso processo de avaliação junto aos parceiros tecnológicos, inclusive EMBRAPA – que fará uso dele como base para pesquisas e melhorias futuras (posteriormente, essas soluções e algoritmos serão integrados, via API, à Plataforma BemAgro).

Para o sócio da IAT, Jack Magid, o foco da empresa é investir em empresas com potencial tecnológico no campo. “A IAT é uma empresa voltada para o mundo da tecnologia em agronegócio e temos investido em empresas brasileiras – já que o país é líder mundial na agroindústria. Queremos investir em empresas brasileiras que tenham potencial diferenciado, climatizar isso em Israel, agregar tecnologia israelense e levar essas soluções para o mundo. A BemAgro é uma das empresas onde identificamos esse potencial”, explica.

A nova fase da BemAgro também envolve a expansão para outros países. “Vamos expandir para América Latina em 2020, região onde já iniciamos uma aproximação com a realização de operações pontuais no Paraguai e na Argentina, nos últimos meses. As automações que desenvolvemos permitirão que a BemAgro atinja elevado grau de escalabilidade, o que possibilita, também, atuar em outros continentes”, explica Kopacheski.

O investimento captado será aplicado em pesquisa e no aumento das operações. “Com a captação da IAT, vamos investir 70% em P&D, área que reúne um time refinado de especialistas dedicados; e 30% no crescimento das operações, como capacidade de atendimento, área comercial, abertura de novos pontos de revenda, credenciados autorizados e representantes comerciais espalhados pelo país. Com essa estratégia, esperamos ampliar nosso faturamento em 150%, já em 2020”, finaliza o executivo.

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