Alisson Colonhezi, diretor industrial da CMAA e autor de livro técnico sobre etanol de milho
Alisson Colonhezi, diretor industrial da CMAA e autor de livro técnico sobre etanol de milho

O BioMilho Brasil 2026, que será realizado no próximo 26 de fevereiro, em Ribeirão Preto (SP), consolida-se como um dos principais fóruns estratégicos do etanol de milho no país ao reunir executivos e especialistas diretamente envolvidos na operação industrial. Um dos destaques da programação será a participação de Alisson Colonhezi, diretor industrial da CMAA, no Painel Performance Industrial.

O painel também contará com a presença de Fernando Cullen Sampaio, gerente de Tecnologia e Processos Industriais da São Martinho; José Willams Silva Luz, gerente corporativo industrial (cana e milho) da SJC Bioenergia; e Sebastião Abílio Castro Jr., diretor de Operações Industriais da Neomille/CerradinhoBio, reunindo diferentes visões sobre eficiência, tecnologia e competitividade do etanol de milho no Brasil.

Brasil já iguala — e supera — os EUA em eficiência

Durante participação no JornalCana 360, Colonhezi destaca que a tecnologia brasileira de etanol de milho já alcançou e, em alguns casos, superou a americana, mesmo com limitações regulatórias ainda existentes no país. Segundo ele, os rendimentos industriais no Brasil já chegam a 380 litros de etanol hidratado por tonelada de milho, com potencial de alcançar até 455 litros por tonelada.

“O segredo está principalmente na extração de óleo e na gestão eficiente dos coprodutos, como o DDGS. Esses fatores fazem toda a diferença na margem da planta”, afirma. Colonhezi ressalta que a separação e o aproveitamento dos coprodutos devem ser pensados desde a concepção do projeto industrial, pois permitem operar com milho a custos mais elevados sem comprometer a viabilidade econômica.

Ele também destaca que, tanto em plantas dedicadas (greenfield) quanto em usinas integradas à cana-de-açúcar, o investimento em moagem de milho tende a ser mais competitivo do que a construção de uma nova usina de cana. “Há exemplos claros no Brasil de usinas que praticamente dobraram sua capacidade produtiva ao adotar o modelo flex, aproveitando o bagaço disponível”, observa.

Nesse contexto, Colonhezi enxerga um movimento crescente de ganho de eficiência energética nas usinas de cana, com economia de vapor e maior disponibilidade de bagaço, abrindo espaço para a expansão do etanol de milho na entressafra e, cada vez mais, ao longo de todo o ano.

Livro técnico será lançado no BioMilho Brasil

Além da participação no painel, Colonhezi fará no BioMilho Brasil 2026 o lançamento oficial do livro “Etanol de Milho – Uma Abordagem Operacional”, escrito em parceria com Isaac Pinho. A obra, que levou sete anos para ser concluída, está em fase final de diagramação e terá lançamento simultâneo no Brasil e nos Estados Unidos.

“É um projeto do qual temos muito orgulho. É um livro voltado à operação, para quem está com a mão na massa. Acredito que ele vai apoiar diretamente a formação da mão de obra e a difusão do conhecimento técnico”, afirma Colonhezi. O livro conta com prefácio de Dennis Byrne, referência internacional no setor.

Segundo o autor, a obra nasce para preencher uma lacuna importante no mercado, ao reunir de forma prática e aplicada os principais conceitos operacionais do etanol de milho, justamente em um momento de forte expansão e amadurecimento tecnológico do setor no Brasil.

Serviço

BioMilho Brasil 2026
Data: 26 de fevereiro de 2026
Local: Wyndham Garden – Ribeirão Preto (SP)
Inscrições: www.biomilho.com.br

Joacir Gonçalves

Repórter

Jornalista profissional com mais de 35 anos de experiência

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