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Agricultores protestam contra moagem em usina alagoana

Um trecho da rodovia AL-420, que liga o município de Flexeiras à São Luiz do Quitunde, em Alagoas, foi bloqueado nesta terça-feira por agricultores que protestavam contra a autorização dada pela Justiça que permite a liberação do corte de cana nas terras da Usina Agrisa. O protesto durou cerca de cinco horas e foi feito por dezenas de manifestantes que bloquearam a passagem de carros e caminhões com pedras e pedaços de madeira. De acordo com os manifestantes ligados ao Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) a cana é de propiedade deles, uma vez que estaria localizada em áreas de assentamentos.

A Agroindustrial Serrana (Agrisa) foi a última unidade produtora do Estado de Alagoas a entrar em atividade. A usina ativou suas moendas 40 dias após o início da safra, fato acontecido há cerca de três semanas. O atraso aconteceu em função de vários protestos de sem-terra – que chegaram a bloquear parte da BR-101 – que queriam que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) liberasse mais de 40 mil toneladas de cana que se encontravam em áreas de litígio com fins de reforma agrária.

O protesto acabou depois de um acordo que permitiu o início da moagem e a garantia de emprego para cerca de mil trabalhadores. A usina, contudo, teria ganho na Justiça o direito de colher a cana localizada na Fazenda Santa Luzia. A liminar teria sido extendida às outras propriedades da usina.

Mesmo tendo iniciado sua moagem com atraso, a Agrisa espera esmagar cerca de 350 mil toneladas de cana, volume semelhante ao apontado na safra 2002/2003. Alagoas possui 28 usinas em operação na safra 2003/2004 e a estimativa . A estimativa do setor sucroalcooleiro é esmagar 23,5 milhões de toneladas de cana.

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