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Agosto registra superávit histórico de US$ 1,8 bi

O saldo comercial de US$ 3,4 bilhões de agosto ajudou o país a encerrar o último mês com um superávit de US$ 1,8 bilhão nas transações correntes mantidas com o exterior, o melhor resultado para meses de agosto desde o início da série do Banco Central, em 1947.

No acumulado do ano, o saldo em transações correntes atingiu US$ 7,9 bilhões, o que equivale a 2,16% do Produto Interno Bruto (PIB) e, em 12 meses, o valor acumulado chegou a US$ 9,5 bilhões (1,76% do PIB), o melhor desempenho para toda a série. Para setembro, o Banco Central estima que o superávit será de US$ 2 bilhões.

Ao divulgar os dados do balanço de pagamentos, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, destacou o desempenho dos investimentos estrangeiros diretos, que atingiu US$ 6,1 bilhões em agosto.

“Evidentemente que esse resultado contempla uma operação (extraordinária) de troca de ações entre empresas residentes e não-residentes da ordem de US$ 4,9 bilhões”, disse Lopes.

“Excluída essa operação, os investimentos diretos ainda apresentam saldo de US$ 1,2 bilhão, bem superior à projeção de US$ 700 milhões feita no mês passado.”

Com isso, os investimentos líquidos no ano subiram para US$ 11,73 bilhões, extrapolando o volume de US$ 10,14 bilhões em todo o ano passado, informou a Agência Brasil.

A operações de troca de ações foi feita entra as empresas Ambev e Interbrew no processo de fusão das duas companhias.

Numa parcial dos indicadores de setembro até o dia 22, o Banco Central detectou o ingresso de US$ 400 milhões de investimento estrangeiro direto (a estimativa é de entrada de US$ 700 milhões).

A despeito do impacto isolado da operação extraordinária de troca de ações de US$ 4,9 bilhões de agosto, Altamir Lopes informou que um levantamento sobre intenções de investimentos feito pelo Banco Central mostrou uma tendência de crescimento das inversões estrangeiras.

“Por isso, mantivemos a projeção de US$ 12 bilhões (excetuando-se a operação extraordinária de US$ 4,9 bilhões) para 2004 e para o próximo ano estamos subindo essa projeção para US$ 14 bilhões”, disse Lopes.

Na nota técnica sobre o setor externo divulgada ontem, o Banco Central informou que o estoque da dívida externa atingiu o valor de US$ 204,7 bilhões em junho, US$ 14,2 bilhões inferior a igual mês do ano passado.

A dívida externa de curto prazo somou US$ 18,9 bilhões, enquanto que a dívida de médio e de longo prazo ficou em US$ 185,7 bilhões.

A taxa de rolagem de papéis e empréstimos fechou em 40% em agosto (17% para papéis e 190% para empréstimos).

No acumulado do ano, a taxa ficou em 64% na média e em setembro, até o dia 21, a taxa ficou em 25% no consolidado.

“Em termos de fluxo de câmbio é que uma taxa de rolagem inferior a 100% resulta em saída de recursos”, explicou Altamir Lopes.

Ainda de acordo com o relatório, as reservas internacionais no conceito de liquidez internacional mantiveram-se no mesmo nível, com redução de apenas US$ 71 milhões na comparação com julho, totalizando US$ 49,6 bilhões.

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