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Açúcar: sem “morte súbita” no Brasil, futuros na ICE são pressionados

Os futuros de açúcar demerara voltaram a fechar em queda ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Embora ainda respeitem o intervalo de 200 pontos entre 22 cents e 24 cents por libra-peso, os contratos perderam fôlego na alta, uma vez que a “morte súbita” esperada para a safra 2016/17 no Centro-Sul do Brasil ainda não se concretizou.

A expectativa era de que a menor oferta de cana obrigasse as usinas a encerrar a temporada vigente de uma vez. Atualmente, o número de unidades em operação já é menor do que há um ano, em especial em Goiás, mas ainda não se verificou um término abrupto dos trabalhos, segundo Michael McDougall, do Société Générale. De acordo com ele, a principal região produtora do País segue destinando parcela considerável de matéria-prima para a fabricação de açúcar.

Do lado altista, vieram notícias da Índia, que pode elevar as importações para garantir o suprimento interno. De acordo com o ministro de alimentos da nação asiática, Ram Vilas Paswan, a taxa de importação de 40% pode ser reduzida para que as compras sejam impulsionadas, ajudando, assim, a controlar os preços domésticos da commodity. Outra medida em estudo permitiria às usinas estocar volumes maiores do produto para os períodos de menor moagem de cana. As notícias, de qualquer forma, mostram que a Índia deve intensificar a demanda em uma safra com produção prevista de 23,7 milhões de toneladas de açúcar, 7% menos na comparação com o ciclo anterior.

Paralelamente, participantes ainda estão em “compasso de espera”, aguardando uma possível liquidação de posições por causa do amplo saldo comprado por fundos e especuladores. Os receios quanto a uma forte revolução impedem oscilações mais expressivas na ICE Futures US, segundo alguns analistas. Nesta sexta-feira, a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) atualizará o commitments até o último dia 25. No dia 18, o saldo comprado era de 327.209 lotes.

Nos gráficos, o suporte inicial, dentro do range recente, aparece em 23,50 cents/lb. Para cima, teto em 23 cents/lb.

Ontem, março recuou 8 pontos (0,35%) e terminou em 22,59 cents/lb, com máxima no dia de 22,70 cents/lb (mais 3 pontos) e mínima de 22,44 cents/lb (menos 23 pontos). Maio perdeu 8 pontos (0,36%) e encerrou em 22,03 cents/lb. O spread março/maio permanece em 56 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela. A moeda norte-americana ficou em R$ 3,1564 (+0,42%).

Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar diminuiu de 39 para 38 na semana encerrada quarta-feira (26), segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. Foi agendado o carregamento de 1,33 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 911,60 mil t, ou 68% do total.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a quinta-feira em R$ 100,60/saca (-0,08%). Em dólar, ficou em US$ 31,91/saca (-0,37%).

Fonte: (Agência Estado)

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