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Açúcar ocupa mais terminais de contêineres em Paranaguá

Um dos principais motivos para o aumento expressivo na exportação de açúcar por contêineres está na redução do valor do frete marítimo

O açúcar geralmente é embarcada por navios graneleiros, mas entre janeiro e setembro o envio por contêineres foi 56 vezes maior que o observado em igual período do ano passado

Números da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), foram movimentados 2.564 TEUs (20 pés de comprimento de contêiner) de açúcar entre janeiro e setembro de 2023, o equivalente a 66,7 mil toneladas e 56 vezes mais que o observado em igual período do ano passado.

O coordenador comercial do terminal, Felipe Cezario de Andrade, avalia que aumento expressivo nos embarques de açúcar por contêiner é reflexo de um conjunto de situações: a ausência da Índia no mercado internacional, a consequente valorização do açúcar em dólar e a queda nos custos logísticos do transporte em contêineres.

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De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, até a terceira semana de julho deste ano, o Brasil já havia exportado mais de 13,24 milhões de toneladas do produto, gerando uma receita cambial de US$ 6,27 bilhões.

Um dos principais motivos para o aumento expressivo na exportação de açúcar por contêineres está na redução do valor do frete marítimo, que registrou uma queda de aproximadamente 60% em relação a 2022, tornando a operação mais rentável. Outra vantagem da exportação do produto por contêineres está na flexibilidade apresentada por esta modalidade de transporte. Além de permitir a formação de lotes de maneira mais controlada, os contêineres podem ser armazenados gratuitamente (free time) por até sete dias no terminal nas operações de exportação.

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O transporte do açúcar por contêineres também permite a exportação da carga de forma fracionada, com um embarque e descarga facilitados, pois não sofrem interferências das variações climáticas que possam ocorrer nas cidades portuárias, situação que pode atrapalhar a operação na modalidade break bulk (quando a carga é transportada no porão de navios).

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