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Açúcar mantém sustentação no curto prazo

O recente movimento de alta no mercado internacional de açúcar comprova que, em se tratando de commodity, todas as previsões não podem exceder o curto prazo. O curto prazo, neste caso, também é questionável. Na sexta-feira passada, os preços futuros do açúcar atingiram a maior alta em um mês. Os contratos de outubro encerraram a sessão a 7,17 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York. No ano, os preços do açúcar acumulam valorização de 29%. Bom sinal para uma commodity que vem registrando sucessivas oscilações, ora pelas previsões altistas da safra brasileira, que deverá bater novo recorde no ciclo 2004/05.

A reversão dos preços neste curto prazo reflete as mudanças climáticas no Brasil. As chuvas no início desta safra atrapalham a colheita no Centro-Sul do país. Outro fator de sustentação é o fato de a Índia – um dos grandes players do mercado – entrar comprando. O país, que alternava a liderança com o Brasil na produção, enfrenta problemas climáticos e parte de seus estoques são considerados de péssima qualidade.

As expectativas da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica) são de que as chuvas cessem e abram espaço para que a colheita intensifique no mês de junho. Segundo Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica, a oferta volta a se equilibrar, mas o crescimento da nova safra pode ser frustrado.

Levantamento da Unica mostra que o clima atrapalhou a colheita em maio. Em números, significa um esmagamento menor, de 10 milhões de toneladas de cana a menos na comparação de com maio de 2003. As exportações de açúcar também sofreu um revés. No mês de maio, a média diária dos embarques em dólar registrou recuo de 6,1% sobre o mesmo período do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Isso não significa que o setor deixará de exportar. Pode, contudo, exportar menos que o previsto.

A estimativa inicial da Unica era de que as exportações brasileiras

atingissem 16,2 milhões de toneladas na safra 2004/05, 15% acima do ciclo anterior. Os números podem ser revistos para baixo. Júlio Maria Martins Borges, diretor da Job Economia e Planejamento, trabalha com 17,4 milhões de toneladas.

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