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Açúcar impulsiona a balança comercial agrícola

O campo dá lucro. A constatação reflete o bom desempenho do agronegócio, que mais uma vez impulsiona a balança comercial brasileira. O dólar valorizado sobre o real, sem dúvida, foi um dos fatores preponderantes para a performance positiva do setor agrícola.

Os números não deixam mentir. O superávit do agronegócio atingiu US$ 20 bilhões nos últimos doze meses, ultrapassando a marca dos US$ 19 bilhões no ano passado, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Abastecimento. Em novembro, o saldo ficou positivo em US$ 1,735 bilhão, 16% acima do mesmo mês de 2001. As exportações somaram US$ 2,094 bilhões e as importações ficaram em US$ 358 milhões.

O complexo soja, as carnes e o açúcar são os três principais produtos de exportação agrícola. Os itens juntos representam quase 50% do superávit do agronegócio. O potencial é de crescimento ainda maior. Competitivo, o Brasil tem o menor custo de produção do mundo e avança a cada ano em produtividade.

No setor sucroalcooleiro, o resultado das exportações deste ano superou todas as expectativas realizadas no final de 2001. A recuperação dos preços internacionais do açúcar e o dólar em alta alavancaram os negócios. O resultado poderia ter sido melhor, se as cotações estivessem nos mesmos patamares de 2000 – quando os preços chegaram a bater 11 centavos de dólar por libra-peso. Em novembro, os embarques de açúcar caíram 21% em volume. A receita com as vendas externas alcançou US$ 183 milhões, uma queda de 34,8% sobre o mesmo mês de 2001, quando ficou em US$ 281 milhões. O recuo das vendas de açúcar sinaliza o baixo ritmo dos negócios fechados no final da safra do Centro-Sul. O bom desempenho dos embarques foram fortes de maio

a setembro deste ano, período marcado pelo pico da moagem de cana-de-açúcar na região Sul e Sudeste do País.

O ritmo dos embarques de açúcar deve se manter forte em 2003. Analistas apontam para uma safra maior de cana-de-açúcar no próximo ano. O dólar deve recuar, mas deve ficar ainda acima do registrado no início de 2002.

Dados da Secretaria de Produção e Comercialização do ministério mostram que o valor das exportações agrícolas totalizou US$ 24,5 bilhões até novembro,valor 3,4% acima do registrado nos doze meses anteriores (entre dezembro de 2001 e novembro de 2002). O superávit atingiu US$ 20 bilhões, 7,3% acima do apresentado entre dezembro de 2000 e novembro de 2001 e 5,7% superior ao saldo apresentado nos doze meses de 2001.

O agronegócio respondeu em novembro por 40% das exportações totais

brasileiras, de US$ 5,127 bilhões, dos quais US$ 2,094 foram de negócios fechados no campo. A agricultura pode ganhar mais espaço à medida em que as barreiras protecionistas caem, sobretudo na União Européia – para o açúcar.

Superávit recorde

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o superávit comercial do País ficou em US$ 1,264 bilhão em novembro, valor considerado recorde para o mês. O saldo positivo reflete, sobretudo, aumento das exportações e queda significativa das importações. No acumulado do ano, o saldo da balança está positivo em US$ 11,320 bilhões. Além do dólar, o processo de substituição de importações foi preponderante para o bom desempenho das exportações brasileiras. No campo, o saldo positivo é maior que as exportações gerais do País. Os esforços do setor agrícola comprovam que investimentos em tecnologia e no incremento da produção produzem

resultado e beneficiam o País.

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