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Açúcar é segundo nas exportações do agronegócio em MG

As exportações do agronegócio mineiro renderam US$ 5,7 bilhões nos dez meses de 2016, 1,7% a menos que 2015. Já volume embarcado cresceu 16,7% ou 7,8 milhões de toneladas, sendo o agronegócio responsável por 34% das exportações do estado, de acordo com a Federação das Indústrias de MG.

O complexo sucroalcooleiro é o destaque, se tornando o segundo produto mais exportado do estado, com faturamento total até outubro de US$ 970,4 milhões (+50,7%), correspondente à venda de 2,7 milhões de toneladas (+38,9%). O açúcar foi o responsável pelo bom desempenho, com uma exportação de 2,69 milhões de toneladas, alta de 40,8%, gerando US$ 940,5 milhões, incremento de 53,6%.

O setor sucroalcooleiro ficou somente atrás da cafeicultura que vendeu 17,4 milhões de sacas (5,3% a mais) somando US$ 2,7 bilhões.

Considerado um ano desafiador para as atividades econômicas do País, 2016 foi marcado pela cautela dos produtores rurais em relação a novos investimentos e à demanda pelo crédito disponibilizado pelo Plano Agrícola e Pecuário (PAP), que teve os juros reajustados.

Mesmo com resultados positivos, a produção do agronegócio mineiro apresentou custos elevados, o que comprometeu a lucratividade de alguns produtos. Em compensação, o real desvalorizado frente ao dólar estimulou as exportações de soja e milho, garantindo aos produtores destas culturas melhores resultados.

De acordo com a coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso, em 2016 foi verificado aumento dos custos de produção em vários produtos, especialmente na pecuária, em função da alta dos preços do milho e da soja, o que acabou comprometendo os setores.

“Uma avaliação geral mostra que tivemos, em alguns momentos, o dólar mais barato que em 2015, favorecendo a compra de insumos. Mas, no geral, o ano foi de bastante cautela por parte do produtor, que precisou controlar mais os custos e buscar gestão adequada das atividades. Tivemos produtos com preços melhores ao longo do ano, o que ajudou a dar um fôlego nas atividades produtivas. Mas isso não quer dizer que na ponta essa condição se reverta diretamente em recursos ao produtor, em função dos custos elevados”.

Aline ressalta que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio nacional cresceu 3,43% nos primeiros oito meses de 2016, em comparação com igual período do ano anterior. Em Minas, o crescimento foi superior, chegando a 5,18%. Os setores agrícola e pecuário tiveram valorização real dos preços, fator fundamental para o desempenho positivo deste ano. Os produtos agrícolas tiveram o melhor desempenho: faturaram R$ 106,03 bilhões (53,8% do total), crescimento de 12,98% na comparação com os resultados de 2015. Já os produtos pecuários faturaram R$ 91,12 bilhões (46,2% do total), queda de 2,64% em relação a 2015.

“Crescemos mais e avançamos na participação nacional também, em virtude da nossa diversidade produtiva e da sustentação dos preços de alguns produtos como o café, que é o principal do agronegócio mineiro”, explicou.

Foi um ano de forte instabilidade política e de recessão econômica, o que refletiu nas atividades produtivas. A situação também promoveu a alta das taxas de juros e aumento do desemprego, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atingiu em torno de 12 milhões de pessoas. A inflação em alta e a renda menor das famílias interferiram no consumo.

“Continuamos defendendo o interesse do produtor em âmbito estadual, ainda que a situação do Estado esteja bastante delicada. Não sabemos a fundo informações da calamidade financeira decretada recentemente, mas estamos enfrentando dificuldades muito maiores nos últimos cinco anos em diversas ações voltadas para o meio rural como a diminuição de recursos para programas, a falta de programas estruturais da Seapa e suas vinculadas, e políticas direcionadas, como o Minas Mais Seguro”, indica Aline.

Diante do cenário instável, os produtores preferiram utilizar mais o capital próprio e outras fontes de financiamento, como revendas, indústrias e cooperativas para custear a safra. Buscar recursos para investimentos em novas tecnologias ainda não é prioridade. Também foram verificadas adversidades climáticas que afetaram as safras, o desenvolvimento das pastagens e os custos.

Ao longo de 2016, vários setores conseguiram impulsionar a renda, dada às oportunidades de expandir as exportações, assim como os preços melhores em várias culturas, como milho, tomate, soja e feijão, por exemplo.

As informações são do Diário do Comércio.

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