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Acionistas capitalizam Adecoagro e Brenco pode renovar sua dívida

Em meio ao enxugamento do crédito mundial, os investidores do setor sucroalcooleiro se desdobram para levantar recursos e continuar seus projetos no País. Ontem, Henri Philippe Reichstul, presidente da Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco), disse que pode renovar a nota promissória de

R$ 390 milhões emitida em novembro, caso não seja liberado o recurso do projeto aprovado em agosto pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Reichstul, ex-presidente da Petrobras, contou que em dezembro a empresa recebeu a injeção de R$ 140 milhões do BNDESpar em subscrição de ações, mas que, se não houver a liberação do financiamento, será necessário renovar a nota promissória que foi emitida em novembro com vencimento em 120 dias. O instrumento foi emitido no final do ano a um custo de 135% ao ano do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Em abril, data da primeira emissão, o dinheiro (R$ 200 milhões) foi captado com taxa de 112% do CDI.

O presidente da Brenco garantiu que os atrasos com fornecedores foram renegociados e que a previsão é de que dois projetos comecem a operar em 2009, a usina de Alto Taquari (MT) e a de Mineiros (GO).

A decisão de usar notas promissórias para continuar projetos já em andamento foi tomada em fevereiro de 2008, quando o projeto de financiamento de usinas da Brenco foi enquadrado no BNDES, e o recurso dos acionistas já havia sido aplicado. Mas a aprovação no banco só ocorreu em agosto e , a expectativa era de que o recurso começasse a ser liberado em dezembro de 2008. O projeto todo da Brenco é de investir R$ 5,5 bilhões até 2015, quando a empresa espera estar moendo 44 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano.

Neste momento, a empresa está na primeira fase, que consiste na implantação de quatro usinas, duas que começam a operar em 2009 e outras duas em 2010. Até lá, a previsão é aplicar R$ 1,8 bilhão, dos quais R$ 850 milhões já foram investidos, sendo R$ 560 milhões de capital dos acionistas. A Brenco tem capital pulverizado, formada por fundadores brasileiros e estrangeiros, além de fundos de investimentos e o banco Goldman Sachs.

Adecoagro

Outra empresa que teve buscar recursos para tocar seus projetos foi a Adecoagro, que tem como acionista o megainvestidor George Soros. Segundo fontes do mercado, foi feita ao final de 2008 uma nova captação entre seus acionistas de mais de US$ 100 milhões. O recurso será usado para concluir obras na usina Angélica, em Mato Grosso do Sul, que terá capacidade de processamento de 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. No plano original, essa usina deveria entrar em operação em 2009 com parte da capacidade. Mas, com a escassez de crédito, a opção foi destinar todo o recurso para esta usina operar com capacidade total e adiar por um ano o início da operação da segunda e da terceira indústrias. O projeto da Adecoagro é de atingir processamento de 11 milhões de toneladas de cana em 2015.

Minerva

O conselho de administração do Frigorífico Minerva aprovou na última sexta-feira a contratação de empréstimo de R$ 121,85 milhões do BNDES para ampliar sua capacidade de abate, desossa e resfriamento com a implantação de uma unidade em Redenção, no Pará e ampliando as plantas industriais de José Bonifácio (SP) e Goianésia (GO) e adequação das unidades de Barretos e Palmeiras de Goiás (GO).

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