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Saiba 4 razões pelas quais o governo brasileiro estuda taxar o etanol importado dos EUA

Navio de transporte de etanol — Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura avalia a possibilidade de taxar em 20% as importações de etanol oriundas dos Estados Unidos da América.

Maggi, encaminhará à Camex uma solicitação para aumentar a alíquota de importação de zero para 20% do etanol de milho americano

O ministro da agricultura Blairo Maggi esteve reunido na semana passada com produtores e líderes sindicais do setor sucroenergético do Nordeste — região que recebe a maior parte das importações de etanol durante o pico da estação de moagem.

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Congressistas do Paraná, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também questionaram o ministro sobre maior proteção sobre as importações de etanol.

O governo brasileiro eliminou a tarifa de 20% sobre as importações de etanol em 2010. Em janeiro de 2012, os EUA suspenderam sua tarifa de importação. Os dois países são os maiores produtores e exportadores globais do biocombustível, que predominantemente circula entre as duas economias.

Apos reunião ficou acordado que o ministro Blairo Maggi, encaminhará à Camex — Câmara de Comércio Exterior uma solicitação para aumentar a alíquota de importação de zero para 20% do etanol de milho dos Estados Unidos.

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Nos primeiros dois meses de 2017, as importações totalizaram 429,81 milhões de litros, frente a 61,71 milhões de litros no mesmo período de 2016. As importações vêm dos EUA.

Veja 4 razões pelas quais o setor deseja a taxação de 20% sobre o etanol importado:

1.

Usinas nordestinas não conseguem vender etanol para grandes distribuidores

De acordo Sindaçúcar/AL — Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Alagoas, as usinas não têm conseguido vender etanol para grandes distribuidores, porque estes favorecem as importações dos Estados Unidos durante o pico da colheita na região.

2.

Demanda pelo etanol anidro está aquecida e as usinas privilegiam produção de açúcar

Apesar do etanol hidratado, que compete com a gasolina nas bombas, não estar atualmente competitivo em nenhuma região do Brasil, a demanda pelo anidro, utilizado como aditivo na proporção mandatória de 27%, tem subido. Usinas no Nordeste e no Centro-Sul priorizam a produção do açúcar refletindo assim melhores margens para o adoçante.

3.

Seca no Nordeste reduziu a produção regional de etanol

Após muitos anos de seca, a produção de etanol do Nordeste caiu 16pc para 1,45 bilhões de l no ano passado, enquanto a produção total do biocombustível no país caiu 8,5pc para 27,9 bilhões de l, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

4.

Taxa zero ameaça 44 mil empregos no Estado da Paraíba

Na Paraíba, o setor sucroalcooleiro, a principal matriz energética do Estado, fatura em torno de R$ 1 bilhão, gera 44 mil postos de trabalho (diretos e indiretos) em 26 municípios paraibanos, segundo dados do Sindalcool — Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado da Paraíba.

 

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