A economia brasileira cresceu veloz mente no segundo trimestre, ao mesmo tempo que a inflação caía e a balança comercial batia sucessivos recordes. Na visão de alguns economistas, esta combinação não só é quase inédita, mas também promissora. “É uma excelente notícia, uma combinação que poucas vezes se dá na História”, disse Tomás Málaga, economista-chefe do Banco Itaú. Para Samuel Pessôa, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que vem estudandoo crescimento econômico numa perspectiva de longo prazo, o resultado do segundo trimestre representa “a primeira vez que temos um sinal de produtividade crescendo nos últimos anos, o que indica que talvez o potencial decrescimento da economia brasileira esteja aumentando”. Pessôa, assessor do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), acrescenta que “não há nenhum sinal de que este crescimento seja desequilibrado”. O economista diz que nas últimas décadas, sempre que a economia brasileira crescia velozmente, isto decorria de situações que não se sustentavam no médio e longo prazos. Ou era porque o País estava saindo de uma forte retração econômica, ou o crescimento era acompanhado de pressões inflacionárias ounas contas externas. Agora, observa, nenhuma destas hipóteses está presente. Já para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o crescimento de 1,4% no primeiro trimestre pode ter sido circunstancial, devendo se a fatores como o crescimento do crédito, que dinamizou a indústria automobilística e os produtos duráveis, e inovações como o motor bicombustível e os novos celulares. Em relatório sobre o PIB, o Iedi exortou o governo a “reduzir imediata e significativamente os juros e assegurar melhor rentabilidade cambial para o exportador” para garantir a continuidade do crescimento.
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Rara combinação: ritmo forte e inflação caindo
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