Menos usinas, produção menor: como vai a produção de açúcar na Índia

A ISMA (Indian Sugar Mills Association), em seu relatório sobre a produção de açúcar na Índia, informou que, em 15 de fevereiro de 2026, a produção de açúcar atingiu 225,06 milhões de toneladas, contra 197,35 milhões de toneladas produzidas no ano passado na mesma data.

O número de fábricas em operação foi de 456 este ano, abaixo das 460 na mesma data do ano passado.

Uttar Pradesh produziu 66,27 milhões de toneladas de açúcar até agora, marcando um aumento de 2,23 milhões de toneladas (cerca de 3%) em relação ao ano passado em meados de fevereiro.

O estado tem atualmente 111 usinas em operação, em comparação com 119 usinas na mesma época do ano passado.

Em Maharashtra e Karnataka, a produção total de açúcar atingiu 89,72 milhões de toneladas e 40,65 milhões de toneladas, respectivamente, acima das 68,22 milhões de toneladas e 35,80 milhões de toneladas produzidas no ano passado, até meados de fevereiro.

Até agora, cerca de 55 fábricas fecharam em ambos os estados, em comparação com 58 fechamentos durante o mesmo período do ano passado. Vale ressaltar que algumas fábricas no sul de Karnataka devem retomar as operações durante a temporada especial de junho/julho a setembro de 2026.

Estimativa da Produção de Açúcar

A Associação afirmou que adquiriu imagens de satélite das culturas em pé em todo o país, o que lhe permitiu ter uma ideia clara da área restante de cana colhível.

Com base na análise detalhada das condições do campo, nos dados de satélite, na estimativa de rendimento e recuperação até ao momento e na previsão de rendimento e recuperação para o resto da temporada, a ISMA divulgará em breve a sua terceira estimativa preliminar da produção de açúcar para a temporada atual 2025-26.

Revisão do Preço Mínimo de Venda (MSP) do Açúcar

À medida que a temporada açucareira avança e os estoques continuam a aumentar, o setor permanece na expectativa de uma revisão antecipada para cima do Preço Mínimo de Venda (MSP) do açúcar.

A ISMA afirmou que, com o aumento dos custos de produção e as realizações ex-mill (termo que define o preço de um produto no momento em que ele sai da fábrica) não acompanhando o ritmo, o aumento da diferença intensificou as pressões de fluxo de caixa nas usinas.

Isso contribuiu para uma tendência de aumento nos atrasos nos pagamentos da cana. Uma revisão oportuna do MSP para cima, alinhada com as estruturas de custos atuais, seria fundamental para restaurar a viabilidade financeira, permitindo que as usinas liquidassem prontamente as dívidas dos agricultores e garantindo a estabilidade geral do mercado, sem acarretar qualquer carga fiscal adicional para o governo.