Alcoeste aposta em inteligência operacional para a safra 2026/27

A Alcoeste Bioenergia Fernandópolis S/A dá mais um passo decisivo em sua estratégia de modernização industrial. Após anos de evolução consistente em instrumentação e automação, a unidade localizada em Fernandópolis inicia a safra 2026 com a implementação de um sistema avançado de otimização em tempo real nas áreas de Energia e Processos.

A iniciativa marca uma nova fase na gestão industrial da companhia, com foco em estabilidade de planta, eficiência energética e padronização operacional contínua.

Otimização em tempo real já na safra 2026

A partir do início da safra 2026, a Alcoeste contará com o RTO da Soteica do Brasil, aplicado às áreas de geração de vapor, energia e processo industrial.

Entre os principais avanços estão:

  • Implementação de laços fechados na combustão de caldeiras
  • Sistema de vapor e energia
  • Embebição da moenda
  • Controle do fluxo de caldo e pH
  • Implantação de dashboards online para gestão em tempo real
  • Sistema de mensageria via WhatsApp para alertas operacionais

Segundo Douglas Castilho Mariani, PhD, a modelagem permitirá que todo o trabalho desenvolvido na padronização e controle de processos seja validado continuamente.

“A modelagem vai garantir que todo o trabalho desenvolvido pela Alcoeste no controle e padronização da operação de processo seja desdobrado 24×7 e validado a cada 10 segundos.”

Na prática, isso significa decisões automatizadas baseadas em dados, com monitoramento permanente das variáveis críticas da planta industrial.

Mais estabilidade, mais eficiência, mais resultado

André Passare, Engenheiro Eletricista e Coordenador de Manutenção Elétrica e Automação da Alcoeste, que já implementou a solução do S-PAA em outras usinas, destaca a estabilidade da planta com um dos benefícios mais importantes: “Ainda estamos em fase de implantação, mas a expectativa é bastante positiva, pois se trata de uma excelente ferramenta destacou.

Entre os benefícios, ele aponta a ampliação do controle sobre a planta industrial.

“Você passa a olhar mais pontos da planta, consegue ter uma planta mais estável. E uma planta mais estável traz muitos benefícios. Estabilidade operacional significa redução de oscilações, melhor aproveitamento energético, menor desperdício e maior previsibilidade de produção — fatores estratégicos em um cenário de margens apertadas e necessidade crescente de eficiência no setor sucroenergético”, afirma Passare.

Projeto estruturado e acompanhamento da gestão

O projeto é liderado pelo engenheiro Matheus da Silva Lucas, da Soteica do Brasil, e conta com acompanhamento direto da equipe de gestão da planta. Participaram do Kick-Off do projeto profissionais como Paulo Augusto Silva, André Passare e Julio Silva, reforçando o compromisso da usina com a implementação estruturada da tecnologia.

A integração entre tecnologia e equipe interna é considerada um diferencial importante para garantir que o sistema entre em operação plena ainda nesta safra.

Operação automatizada já nesta safra

Embora ainda em fase de implementação, o sistema já deve operar durante a safra 2026/27, validando as estratégias de controle e padronização desenvolvidas pela equipe da Alcoeste de forma contínua e automática.

Com essa iniciativa, a Alcoeste Bioenergia reforça seu compromisso com a excelência operacional e posiciona-se na vanguarda tecnológica do setor sucroenergético brasileiro, utilizando ferramentas que otimizam processos industriais complexos e maximizam resultados.

Joacir Gonçalves

Repórter

Jornalista profissional com mais de 35 anos de experiência

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