
Goiás consolida sua posição como um dos principais polos de biocombustíveis do Brasil com a aprovação em 2025 de R$ 1,4 bilhão em financiamentos pelo BNDES para projetos do setor. “O volume de investimentos confirma o protagonismo de Goiás na agroenergia brasileira”, destaca o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha.
André Rocha será um dos destaques do Painel Bioenergia Cana & Milho – Panorama Estratégico, que integra a programação do BioMilho Brasil 2026, no dia 26 de fevereiro, em Ribeirão Preto (SP).
Capacidade ampliada
Os recursos vão impulsionar a produção de etanol, ampliando a capacidade industrial e a competitividade do estado no cenário nacional.

“Goiás foi o estado brasileiro que mais recebeu investimentos em usinas de biocombustíveis nas duas últimas décadas e permaneceu por mais anos como principal receptor desses recursos. As mudanças na tributação estadual deram mais competitividade ao setor e já estamos vendo o retorno disso em novos investimentos nos últimos dois anos”, afirma o presidente do Sifaeg.
Investimentos e Competitividade em Goiás
Segundo André, a atualização da política tributária estadual, implementada em 2024, foi decisiva para tornar o ambiente de negócios mais atrativo e equilibrado em relação a outros grandes estados produtores, favorecendo a retomada e a ampliação de projetos industriais. Os financiamentos aprovados pelo BNDES contemplam a modernização de plantas industriais, ampliações em fábricas de açúcar, projetos de retrofit em unidades de biocombustíveis, renovação de frotas e a expansão da capacidade produtiva de cana-de-açúcar e milho, com destaque para o crescimento do etanol de milho em Goiás.
“As linhas do BNDES, com custo menor, aliadas às políticas públicas do governo estadual, fizeram com que empresas que antes investiam em outros estados optassem por Goiás. O banco tem sido um grande parceiro nas discussões sobre transição energética e no apoio ao setor”, destaca.
O avanço dos investimentos fortalece a indústria de biocombustíveis e gera impactos diretos na economia goiana, com criação de empregos, aumento da renda e desenvolvimento regional.
Além disso, reforça a contribuição do setor para uma matriz energética mais limpa e sustentável, consolidando Goiás como referência nacional na agenda da transição energética.