O aumento da adição de atuais 27% para 30% de etanol anidro na gasolina pode também ajudar na balança comercial brasileira.
“Segundo nossas estimativas, com o avanço da mistura de etanol à gasolina para 30% (E30), o Brasil pode deixar de depender da importação de gasolina”, disse na terça-feira,11 de fevereiro, Pietro Mendes, secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME).
A declaração foi durante sua participação em seminário promovido pela Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde da Câmara dos Deputados.
O seminário foi coordenado pelo deputado federal Arnaldo Jardim, relator do projeto da Lei Combustível do Futuro, que estipula a mistura de até 30% do biocombustível à gasolina.
30% de etanol na gasolina: energia renovável
“Temos um grande desafio, mas que é prazeroso, porque estamos contribuindo no combate às mudanças climáticas, na geração de empregos e na valorização da energia renovável”, disse Mendes no seminário.
“E todo esse conjunto de iniciativas já traz resultados: juntos, etanol e biodiesel somaram cerca de 43 bilhões de litros produzidos em 2024, alcançando recorde histórico.”
“E, segundo nossas estimativas, com o avanço da mistura de etanol à gasolina para 30% (E30), o Brasil pode deixar de depender da importação de gasolina”, afirmou.
“Sucesso depende do diálogo”
Mendes destacou ainda que o sucesso das iniciativas na esfera energética depende da continuidade do diálogo entre governo, parlamento, academia e setor privado, com o objetivo de garantir a implementação adequada das políticas públicas.
O seminário contou com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).