A redução de 26% para 20% na alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o álcool hidratado comercializado em Goiás, autorizada na semana passada pelo governador Alcides Rodrigues (PP), deve aumentar em 10% o consumo do combustível nos postos do Estado. Segundo previsão do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado de Goiás (Sifaeg), a demanda mensal deve saltar dos atuais 54 milhões de litros para até 60 milhões de litros.
“A expectativa é ainda que o litro do hidratado caia entre 9 e 10 centavos”, avaliou o presidente da entidade André Luiz Rocha. Com isso, o litro do combustível, vendido a R$ 1,59, em média, em Goiânia, poderia ser reduzido para R$ 1,50. “Esse preço é o mesmo desde agosto do ano passado e já poderia cair com a redução dos valores nas usinas. Agora o consumidor precisa pressionar para que a queda co m a redução do ICMS seja efetivada”, afirmou o executivo.
A redução no ICMS fez com que Goiás, que tinha uma das maiores alíquotas entre os estados produtores, passasse a ter a terceira alíquota mais baixa sobre o hidratado, atrás de São Paulo, com 12%, e do Paraná, com 18%. Agora a ação dos produtores locais será intensificada sobre o governo do Distrito Federal, para que a alíquota sobre o combustível, em 25%, também seja reduzida.
Além da alíquota, o Distrito Federal tem um dos maiores preços de álcool do País, com o litro em torno de R$ 1,90. “Nós já falamos com o governador José Roberto Arruda (DEM) e até com o presidente Lula e usamos o argumento que Brasília é a vitrine mundial, já que lá ficam as embaixadas e representações de países que podem comprar o combustível”, concluiu Rocha.
Goiás tem 29 usinas e destilarias em atividade, das quais 24 já começaram a processar a safra 2009/2010 de cana-de-açúcar e cinco devem iniciar até o próximo mês. Outras s eis novas unidades devem ser inauguradas ainda neste ano, que deve terminar com 35 unidades em operação, o triplo das 12 existentes em 1999, quando começou a expansão no Estado.