A oferta de açúcar em 2008, o volume dos estoques e o tamanho da safra da Índia. que está em andamento é motivo de controvérsia no mercado mundial. Segundo análise do UBS AG, maior banco da Suíça. Para a instituição, os estoques de açúcar, que cresceram 19% em 2007, devem atingir níveis recordes nos próximos meses. Os produtores do Brasil e da Índia contribuem para o crescente excesso de oferta, diz. O preço do açúcar provavelmente terá uma queda de 18%, para US$ 0,10 por libra-peso até o fim do ano em Nova York. A produção do Brasil disparou e o etanol feito a partir dessa commodity pode perder atratividade, à medida que o preço do petróleo bruto caia mais, depois da alta recorde registrada em 3 de janeiro. “É difícil imaginar um ambiente em que os preços dos combustíveis caem e os preços do açúcar subam”, disse Christoph Eibl, que administra US$ 1,4 bilhão em commodities, como um dos fundadores da Tiberius Asset Management em Zug, Suíça. Um declínio nos preços do açúcar ameaçaria a receita de exportações do Brasil e da Índia, os dois maiores produtores do mundo, e reduziria os custos para os importadores, como a Itália e o Irã. O açúcar teve alta de 14 por cento no mês passado, a maior em dois anos, na bolsa ICE Futures, antes de o petróleo a US$ 100 se revelar um fenômeno temporário. “Os preços altos vão estimular os produtores a não reduzirem a safra”, acrescentou Ganes-Chase, que preside a J. Ganes Consulting LLC de Katonah, estado norte-americano de Nova York. Vai acabar havendo mais açúcar do que a expectativa. A oferta mundial de açúcar deve superar o consumo em 11,139 milhões de toneladas nos 12 meses até setembro, no equivalente a 7 por cento da demanda, e uma alta em relação ao excedente recorde de 11,045 milhões registradas na temporada anterior de negociação do produto, disse em 10 de janeiro a Organização Internacional do Açúcar (OIA), que tem sede em Londres. Os estoques devem aumentar 10% na safra 2007/08, para 74,7 milhões de toneladas de açúcar cru, o que representa 47 por cento do consumo anual, de acordo com a OIA. O excedente deve totalizar 1 milhão de toneladas na safra 2008-09, devido ao aumento da produção no Brasil e à desaceleração do crescimento do consumo, disse hoje Tom McNeill, diretor da autraliana Societe Kingsman SA, em uma conferência sobre a commodity em Dubai. Ganes-Chase disse que os usineiros do Brasil, o maior mercado de etanol de cana-de-açúcar, podem aumentar a percentagem da safra usada para produzir açúcar e diminuir a do etanol, em relação ao ano passado. O açúcar não vai sustentar o avanço nos preços até que o mercado de etanol se torne global”, com mais demanda fora do Brasil, disse Daniel Brebner, diretor-executivo de pesquisa do UBS AG. A volatilidade dos contratos futuros do açúcar em NY em 29 de janeiro, foi a maior desde outubro de 2006 e a maior entre as commodities.
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