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7 informações sobre nova projeção do Banco Pine para a safra 17/18

Foto: Unica/Divulgação

JornalCana divulga 7 informações sobre nova projeção do Banco Pine para a safra de cana-de-açúcar 2017/18.

A avaliação foca as unidades produtoras do setor sucroenergético na região Centro-Sul do país.

Divulgado em 22/02, o estudo, segundo Lucas Brunetti, analista da instituição, reduz a projeção de produtividade agrícola e industrial para a temporada prestes a começar no Centro-Sul.

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Estimativa

Em novembro/2016, a instituição previa 585 milhões de toneladas de cana. Agora, a projeção é de 575 milhões de toneladas.

 

A redução dos açúcares totais recuperáveis fará com que o mix de açúcar aumente, porém de forma que não irá compensar a queda dos demais fatores.

A meta de produção de açúcar caiu levemente de 35,5 para 35,1 milhões de toneladas. Sendo que o produto que mais será prejudicado será o etanol hidratado, que caiu de 13,5 para 11,9 bilhões de litros.

 

 

 

 

 

 

 

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Renovação de canaviais

O mercado já esperava um valor reduzido de plantio e realmente foi assim até o final, na verdade até menor que o Banco Pine esperava há poucos meses. As usinas ainda se esforçaram e aumentaram a renovação da cana de ano, porém não foi suficiente para reverter o quadro de baixa renovação.

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Idade dos canaviais

Com baixo índice de renovação, a idade média dos canaviais acabou se elevando consideravelmente, o que já era esperado pelo mercado. A idade média do canavial passará de 3,4 anos na safra 2016/17 para 3,6 na 17/18.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Chuvas

Por conta do regime de chuvas observado até janeiro, alguns participantes do mercado concluíram que parte do risco associado com a próxima safra se dissipou e algumas projeções foram revisadas com otimismo. Porém, os meses os quais as chuvas são mais importantes para o desenvolvimento dos canaviais, em geral, são os três primeiros meses do ano.

Em janeiro as chuvas vieram dentro da média, porém fevereiro apresenta um desempenho pior que a média histórica. Até agora [22/02], foram 120 mm de chuvas contra a média mensal de 230, porém nos 7 dias da 2q/fev foram apenas 13 mm em média e a previsão segue sem chuvas.

Agora o mês de março será preciso de chuvas adicionais para garantir a produtividade.

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Primavera gelada

Um dos fatos mais marcantes do fim de 2016 foram as relativamente baixas temperaturas que afetaram os estados do Paraná, e partes do Mato Grosso do Sul e algumas regiões de São Paulo. Até praticamente dezembro as temperaturas ficaram abaixo de 20ºC em média em uma importante área produtora de cana-de-açúcar da região C-S do Brasil.

Como é apontado pelo estudo da Embrapa, no brotamento e no crescimento vegetativo as temperaturas médias deveriam ficar entre 32º a 38ºC e 22º a 30ºC, respectivamente. Sendo que temperaturas médias abaixo dos 20ºC já chegam a prejudicar e retardar o desenvolvimento.

Ou seja, há motivos para acreditar que o desenvolvimento dos canaviais foi retardado nessas regiões e que será necessário um período maior até a maturação da planta. Esse problema já foi observado na cultura da soja nessas mesmas regiões. Pois, o frio alongou o ciclo das plantas no sul de SP e no PR, sendo que em alguns casos ele foi de 120 para 140 dias do plantio até a colheita.

As plantas simplesmente demoraram mais dias para atingir a maturidade necessária do que era esperado para o material genético escolhido para o plantio. Essa área (PR, MS e sudoeste do SP) representa aproximadamente 23% do canavial do C-S do Brasil, uma área expressiva do total.

Apesar de estarem sendo comparadas plantas com ciclos muito diferentes, é de se esperar que ocorra algum efeito sobre o desenvolvimento dos canaviais. Ademais, o efeito da colheita da cana-de-açúcar prematura foi observado na safra passada, quando a moagem de cana com menos de 12 meses resultou em diminuição da produtividade agrícola e industrial (menores índices de ton/ha e kg atr/ton).

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Volta do El Niño

No terreno do clima global, as previsões das agências climáticas indicam que o efeito meteorológico El Niño retorne no segundo semestre desse ano. Esse é um fator novo e importante para a tomada de decisão das usinas, pois ainda está viva na memória do setor a extremamente chuvosa safra 2009/10.

Apesar de que no último episódio de El Nino, as chuvas ficaram muito próximas da média histórica. Dessa forma, essa é uma informação que pode influenciar as usinas a adiantarem seus trabalhos nessa safra.

No entanto, iniciar a safra de forma precoce está fora de cogitação, pois não há tempo hábil para isso, no máximo ocorrerá um esforço adicional para a moagem atingir seu ápice algumas quinzenas mais cedo que estava planejado.

De qualquer forma, o efeito de um inverno chuvoso (como o ocorrido em 2009/10) acaba diminuindo os dias operacionais de moagem (resultando em um excedente de cana que acaba sendo bisada) e na diminuição da concentração de açúcar na cana, pela falta do estresse hídrico necessário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Etanol e açúcar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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