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6 pensamentos da liderança do setor sobre a permanência de Temer

Temer:
Temer: capitalização estrangeira na pauta

O peemedebista Michel Temer assumiu interinamente a presidência da república em maio deste ano, quando o Senado instaurou o processo de impeachment da presidente Dilma e a afastou do cargo. Neste último 4 de julho, na capital paulista, ele participou de evento voltado para o agronegócio.

Ao cabo da manhã Temer disse em seu discurso que o povo brasileiro deve muito à agricultura nacional e que buscará investimento internacional para capitalizar o agronegócio brasileiro.

No vermelho

Maggi
Maggi: setor não pode voltar ao vermelho

No mesmo evento, o ministro da agricultura, Blairo Maggi, após proferir sua palestra — que foi assistida pelo presidente interino —foi questionado pelo Portal JornalCana sobre quais medidas pretende tomar em benefício ao setor sucroenergético. Ao que respondeu:

“Nos últimos cinco anos os produtores do setor foram maltratados e trabalharam no vermelho. Atualmente, graças ao mercado internacional de açúcar e ao mercado interno de etanol, o setor vive um momento de recuperação. Embora, a alçada do meu ministério discute e elabora ações mais voltadas para a parte agronômica, me comprometi em conversar com os líderes do setor e tentar defendê-los para que não voltem ao vermelho novamente.”

Maggi também sinalizou que tem o objetivo de investir em abertura de mercados, com foco no mercado asiático. Provendo exportações brasileiras, principalmente de açúcar e potencialmente de etanol.

Agora, com a aproximação do mês de agosto, período em que o Senado pode condenar Dilma Rousseff e afastá-la definitivamente, fica a pergunta: o que a liderança do setor sucroenergético pensa sobre a permanência do peemedebista na presidência da república e da equipe ministerial que montou?

Em reportagem especial o Portal JornalCana ouviu seis depoimentos de personalidades que ilustram o quadro dos mais influentes do setor sobre o assunto. Confira:

1. Agrodefesa

— O compromisso que Temer e Maggi fizeram de buscar investidores estrangeiros para o agronegócio foi muito positivo. A importaria das missões comerciais e da diplomacia brasileira em tratados comerciais além de gerar competitividade ao agronegócio e também implanta uma espécie de agrodefesa.

André Rocha, presidente do Fórum Nacional Sucroenergético

2. Breve recuperação econômica

— A escolha da equipe econômica do presidente Temer foi importante para que a economia se distancie dessa crise política. Nós do setor dependemos do mercado interno, que representa maior parcela do destino do nosso etanol e da bioeletricidade. Isso gera a expectativa de que a economia se recupere o mais breve possível.

Mário Campos, presidente do Siamig

3. Dinâmica à agricultura

— Há muitos anos não ouvíamos falas de um chefe de estado e de um ministro que oferecessem uma dinâmica à agricultura do Brasil como a que ouvimos neste 4 de julho. É muito raro um presidente ficar para ouvir a palestra de seu ministro da agricultura em um evento. Ele também disse que se sente obrigado a cumprir o manifesto entregue a ele. Isto nos deixa esperançosos.

Pedro Robério, presidente do Sindaçúcar – AL

4. Voto de confiança

— Essa composição de governo recém formada nos dá expectativas boas para o futuro. As falas de Temer e Maggi apontam para uma rápida retomada da economia. No mínimo, nós, líderes do setor, precisamos dar ao Temer um voto de confiança para que possamos passar para um clima de otimismo

Miguel Rubens Tranin, presidente da Alcopar

5. Mudança de humor

— Primeiramente é importante saber se ele será ratificado como presidente. Se isso acontecer, pelo que vejo, é uma mudança de humor e atitude, visto que já é perceptível nesta equipe interina que está ai, um novo ambiente de trabalho. Uma equipe boa para conseguir implementar as mudanças que o setor precisa. É tremenda a oportunidade de trazer as mudanças regulatórias para o setor de etanol e bioeletricidade, para que voltemos a crescer, trazendo renda e investimentos para o país.

Roberto Hollanda, presidente da Biosul

6. Humildade

— Temer se apresentou com uma fala humilde e conectada com a realidade e com os principais problemas do setor que são muito sérios, como, por exemplo: legalizar os títulos de propriedade e ser tornando produtores participes da produção brasileira.
Se Temer tiver a possibilidade de continuar começaremos a ter uma solução para os problemas do agronegócio. Porém, no setor sucroenergético é preciso definir cada vez mais uma voz única que não existe para se comunicar com essa nova composição de governo.

Maurílio Biagi, presidente da Maubisa

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