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Cana-de-Açucar, Etanol, Açúcar e Cogeração

22 mil toneladas de pellets de cana são exportadas pelo Porto de Antonina

Operação já havia acontecido em janeiro por Paranaguá

(Divulgação Portos do Paraná)

Mais uma operação inédita é realizada no Porto de Antonina – PR. A empresa arrendatária e operadora, Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF), está embarcando 22 mil toneladas de pellets de cana a granel. O destino da exportação é o Porto de Imminghan, no Reino Unido. A biomassa geralmente é utilizada como biocombustível em substituição ao carvão na geração de energia.

O navio ES Kure, que vai levar a carga até a Inglaterra, chegou no último dia 21. A previsão é que a operação, que teve início na mesma data, seja concluída até o começo desta semana.

O produto do bagaço da cana veio do interior paulista e é resíduo de usinas de produção de açúcar e etanol. O procedimento de embarque é o mesmo utilizado para embarcar o farelo de soja pelo terminal.

“Este ano, em janeiro, embarcamos cerca de 19 mil toneladas do mesmo produto, aqui no berço 204 em Paranaguá. É uma satisfação muito grande ver que os portos do Paraná estão sendo cada vez mais atrativos para os novos produtos e novos mercados”, afirma o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

“Para a operação, o TPPF utiliza contêineres especiais com aberturas laterais, acionadas quando o contêiner chega ao fundo do porão do navio. Essa operação mantém a hermeticidade do produto durante o transporte do armazém até o cais, promovendo o maior cuidado com o meio ambiente”, explica o presidente Gilberto Birkhan.

De acordo com a empresa, a carga abre mercado para novas exportações de pelo terminal que está adaptado para receber e operar cargas especiais.

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Segundo nota da operadora, a tendência do mercado de exportação de subprodutos da cana é de crescimento, já que a estimativa de produção da safra de cana 2021/2022 deverá ser maior do que a anterior.

Outra novidade anunciada é que o Porto de Antonina está apto para receber navios com maior capacidade de carga. O calado operacional do canal de acesso ao terminal passa de 8 para 8,5 metros, profundidade em que as embarcações podem ficar submersas na água ao navegar para entrar ou sair do terminal.

(Divulgação Portos do Paraná)

Com a mudança, o porto tem capacidade para receber navios que transportem 2,5 mil toneladas a mais de produtos, alavancando as perspectivas de cargas novas. O calado operacional do canal está sendo restaurado por etapas. No ano passado passou de 7,5 para 8 metros. A expectativa é chegar até os 9,5 metros.

Birkhan diz que a empresa recebe com otimismo a notícia do aumento de calado. “Isso faz crescer as nossas perspectivas de novas cargas, novos negócios. Trabalhando junto com a Portos do Paraná, creio que podemos ir além e alcançar profundidades ainda maiores, o que aumentaria os nossos diferenciais”, afirma.

Segundo ele, o impacto desse aumento de calado será direto na primeira operação de embarque de farelo de soja, já nos próximos dias. “É muito importante contarmos com isso, porque seremos muito atrativos para cargas que merecem uma dedicação especial no manuseio”, completa o presidente da TPPF, se referindo ao farelo de soja não transgênico que é movimentado pelo terminal.

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