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12 motivos de perdas industriais nas unidades de cana-de-açúcar

Santos, em curso da ProCana Sinatub: executivo precisa de gestão da rotina para controlar perdas

Junior Santos, gerente de Processos e Qualidade da Cofco Agri, é categórico: o profissional encarregado da área industrial precisa de uma gestão da rotina no controle das perdas.

Santos emprega a gestão diariamente nas quatro unidades produtoras controladas pela Cofco no interior paulista.

JornalCana apresenta a seguir 12 motivos que, segundo Santos, resultam em perdas industriais nas unidades sucroenergéticas.

Os motivos integram palestra feita pelo executivo no Curso de Custos, Perdas e Gestão Industrial realizado pela ProCana Sinatub Treinamentos em 17/05/2017 no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP).

1 – Agenda

Segundo Junior Santos, a agenda do setor sucroenergético é afetada por mudanças do setor, níveis de planejamento, desdobramento do planejamento, perdas industriais e gestão da rotina

2 – Mudanças no setor

A profissionalização da gestão (entrada de CEOs), consolidação por grandes empresas, vinda de multinacionais (BP, Cargill, Cofco, Shell, Tereos, entre outras) e empresas de capital aberto (Biosev, São Martinho e Cosan)

3 – Níveis de planejamento

O primeiro deles é o estratégico (por que e quando, acionistas e executivos e o longo prazo, mais abrangente). O segundo é o tático (onde e como, envolve o administrador, gerente, coordenadores e supervisores e opera no médio prazo, com elo entre os níveis). Já o terceiro é o operacional (o quê, envolve o técnico: executor, e tem curto prazo, específico)

Leia também: Perdas industriais têm impacto direto na lucratividade

4 – Desdobramento do planejamento

Conforme o executivo, esse desdobramento começa na diretoria executiva (que faz o plano estratégico), a diretoria agroindustrial (gera o plano de negócio industrial e agrícola), a gerência (cuida do custo e da receita), gestores operacionais (preço, volume e qualidade) e chega à operação (onde ocorrem perdas na produção e em qualidade)

5 – Conhecendo as perdas

Elas podem ocorrer: qualidade, espera, superprodução, transporte, estoque, movimentação e processamento

6 – Perdas por qualidade

São as perdas por fabricação de produtos que não atendem aos requisitos mínimos de qualidade, resultando em retrabalho ou refugo. Causa: processo e produto fora dos padrões de cor, pureza, concentração etc. Efeito: perdas indeterminadas, na fermentação, na extração. Como evitar: uso de ferramentas de controle de processo, gestão da rotina, treinamento

7 – Perdas por espera

São as geradas quando um produto está à espera da liberação de um recurso para ser processado. Como evitar: nivelamento entre as principais diferenças do processo e manutenção preditiva

8 – Perdas por superprodução

É a quantidade perdida por produzir mais do que o necessário, ou produzir antes do momento necessário. Para evitar: melhora no planejamento da demanda e de capacidades de entrega de cana, produção de açúcar e etanol etc

9 – Perdas por transporte

São transportes dentro da operação que não agregam valor ao processo. Como evitar: aplicação de técnicas logísticas e melhora de layout

10 – Perdas por estoque

São quaisquer produtos excedentes em um processo. Como evitar: gestão de estoque em processo, manutenção preditiva e evitar falta de cana

11 – Perdas por movimentação

São perdas por movimentação desnecessária de pessoas e material. Como evitar: redesenhar o fluxo com a visão de geração de valor, e maior automação

12 – Perdas por processamento

São perdas ao longo do processo produtivo devido à deficiência nos processos, equipamentos e baixa performance operacional. Como evitar: gestão da rotina e treinamentos

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